Apresentada por Joaquim Sustelo ao

Grupo Ecos da Poesia/MSN

 

 
 
 
 

BIOGRAFIA:

Tem 75 anos. É natural de Tavira e vive no concelho de Silves, Portugal (concretamente em Alcantarilha- Gare, a uns escassos 200 metros da casa onde moram os meus pais). Como nasci e cresci naquela zona, conheço-a há muitos anos.
A vida pouco lhe sorriu. É viúva há 17 anos, o marido teve muitos problemas de saúde, muitos deles originados na profissão que teve (trabalhava em pedreiras, onde teve alguns acidentes graves) e ela viveu sempre  dos proventos, magros decerto,  da sua profissão de  costureira, que exercia, contudo,  com verdadeira mestria.
Tem duas filhas, uma a morar a alguns quilómetros, no Algarve também, e outra em Lisboa. Por isso, na sua casa, vive sozinha, não sem uma mesa cheia de fotografias dos seus entes queridos...
A poesia é uma grande paixão que tem. E na sua modesta casinha guarda os poemas que faz (alguns 9 dossiers manuscritos!), com o orgulho próprio de quem ama o que é capaz de escrever. E exibe, com não menos orgulho e carinho, as suas medalhas e prémios que tem ganho em diversos concursos de poesia a que concorreu e/ou assistiu pessoalmente, em tempos... Hoje, as artroses já não a deixam viajar para muito longe, pois, como  diz ,“custa-me muito descer ou subir para os transportes.”
Tem poemas na Câmara Municipal de Tavira há uns anos, entidade que lhe prometeu editá-los em livro, e a quem ela ofereceria – fez questão de o dizer -  desde logo todos os exemplares,  caso fossem editados (ficaria apenas com uns quantos para si, para oferecer também a familiares ou amigos). Mas a edição ficou-se pela promessa da Câmara, como muitas vezes acontece neste país... Que pena  não ser divulgada uma poetiza assim!
Quando me desloco ao Algarve falo muitas vezes com esta senhora. Muitas vezes é ela até que me procura, oferecendo-me alguns trabalhos seus.
No mês passado ofereci-lhe a minha Coroa de Sonetos e expliquei-lhe apenas as regras para a fazer: cada soneto inicia-se com o último verso do anterior e o último soneto termina com o mesmo verso que inicia a Coroa (1º verso do 1º soneto). Na sexta-feira passada telefonou-me, muito feliz, dizendo que também  tinha feito a SUA coroa de sonetos. Desloquei-me este fim de semana ao Algarve e tive-a, dela, como oferta.
O mínimo que posso fazer é divulgar tão bonito trabalho desta minha (nossa) amiga que, por motivos de saúde, como já referi, já poucas deslocações faz para muito longe, senão seria ainda para mim um prazer apresentá-la em locais como por exemplo a Associação Portuguesa de Poetas.
Tem apenas a instrução primária, mas escreve “simplesmente” assim… Um espectáculo!

Joaquim Sustelo

30.05.2005

 

 

 

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