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OS POEMAS
Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês...
Mario Quintana
In: Esconderijos do Tempo
***
Assim aconteceu este Ninho Poético!
Um passarinho lançou um chilrear singelo
e, respondendo ao seu chamado,
outros cantos vieram amorosamente ao seu encontro
trazendo em suas asas as penas multicor
das mais belas melodias.
Obrigada queridos Poetas que, carinhosamente,
nos acompanharam
neste Ninho de Canto e Poesia.
Com as penas adejando de amor e alegria
Carmo Vasconcelos (Carminho)
***
Participantes : 23
Carmo Vasconcelos - Guida
Linhares - António Zumaia - Victor Jerónimo - Eugénio de Sá -
Humberto Neto - Luiz Poeta - Regina Coeli - Gui Oliva - Terê
Penhabe - Jorge Linhaça -
Rivkah Cohen - Airam
Ribeiro - Mercília Rodrigues - Arianne Evans - Humberto Soares
Santa - Sá de Freitas - Marise Ribeiro - Rôsangela Aliberti -
Roseli Busmair - Maria Luísa Bonini -
Nídia Vargas Potsch - Alceu
Sebastião Costa
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PENAS...
Carmo Vasconcelos
Tu e eu, dois passarinhos
zelando pelos seus ninhos
sem podermos juntar
penas...
Penas tuas, penas minhas
penas grandes e pequenas
dores, alegrias e mágoas
vão-se afogando sozinhas
cada uma em suas águas
***
Lisboa/Portugal
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EU e TU...
Guida Linhares
Eu e tu...
românticos passarinhos,
vestimos as nossas penas,
com as cores mais amenas,
revestidas de carinhos.
Nas tardes mais serenas,
pousados nos azevinhos,
observamos nossos ninhos,
nos galhos das açucenas.
***
Brasil |
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PENAS
É de penas que eu vivo,
pena de mim e de ti.
As penas são meu castigo
das penas que já vivi.
***
Sines-Portugal |
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PENA
Victor Jerónimo
Até mete pena
que a pena dos teus amores
de ti não tenham pena.
E com a pena te escrevam
e te conduzam ao fulgor
De uma pena de ouro,
Em escritas de amor!...
Porque pena por pena
E tu sem pena de ti
Ainda perdes a pena
Que querem os teus
amores!...
***
Recife/Brasil
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Penas minhas
Eugénio de Sá
Com pena descrevo as
penas
que me vão no coração
as leves partem voando
como aves que vão
levando
ramos de libertação;
As mais pesadas carrego
qual cruz que Deus me
quis dar
E como Ele as arrasto
por este caminho vasto
sem saber onde vai dar.
***
Brasil/Portugal
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PENAS
Humberto - Poeta
Eu pensava que era
orvalho
as lágrimas que do
galho
pingavam sobre tuas
penas...
Pra enxugar os ais que
vazas
vim correndo, estou
aqui,
vim presto, ruflando as
asas,
e até que cessem tuas
penas,
vou ficar ao pé de ti!
***
São Paulo - Brasil
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Poet...arinhos
Luiz Poeta
Luiz Gilberto de Barros
Às 18 h e 45 min
do dia 18 de novembro de 2007 do Rio de Janeiro, especialmente
para a poesia de Carmo Vasconcelos e de todos os meus irmãos que
voam conosco.
Tu voas, passarinho... em
tuas penas
Está meu coração...
pulsando tanto
...que é só sobrevoar almas
serenas,
Que ouço, em todas elas, o
teu canto.
Tu trazes, passarinho, em
tuas cores,
A tinta que me dou, quando
me pinto
De sonhos e desejos
multicores
Que exprimem todo amor que
eu te sinto.
E assim... no traço livre
do teu vôo,
Cantando no teu canto eu
abençôo
O vôo... desses poetas...
passarinhos
Que guardam no calor das
suas asas,
O sonho... e constroem
suas casas
Na mesma dimensão feliz...
dos ninhos.
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NINHO
Regina Coeli
Cuidando de passarinho,
suavizei meu gesto,
orientei o passo
incerto,
como se construísse um
ninho...
Dando comida a
passarinho,
alimentei minhas mãos,
deixei com fome os meus
desvãos,
acarinhei-me com meu
próprio carinho...
Asseando passarinho,
limpei sua sujeirinha,
sim...
Mas o maior asseio era
em mim,
saindo do meu
torvelinho...
No engaiolado passarinho
vi minha alma reclusa,
toda uma lida confusa
lutando contra o
desalinho...
Meu amigo passarinho,
também eu vivo na
gaiola...
Minha alma soluça e
chora,
querendo buscar seu
ninho...
Passarinho de asas
contidas,
vem, vem na minha mão,
voemos na imaginação
de alarmos nossas asas
adormecidas...
*
Cartas de alforria
Escritos de Regina Coeli
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PENA PUNIÇÃO
Gui Oliva
Alma bate sem sentido,
com pena do meu viver
neste sentir desabrido,
das penas deste sofrer.
Mas eu tento esquecer
meu voejo com você,
tenho pena, sem querer
indagar do amor... cadê?
É pena de fazer dó
penando de aflição,
uso a pena punição,
amarga como jiló.
***
Santos Brasil
19/11/07
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PENAS
Tere Penhabe
Penas, eu as tive um dia
de enganos que amealhei
amando quem não devia
devendo amar quem amei.
Hoje os sonhos me abraçam
como o sol abraça o mar
como versos se entrelaçam
para uma história contar.
Quisera o mundo pudesse
sentir tudo que eu sinto
só de amor seria a prece
sempre que o dia vem vindo.
Penas, nada poderiam
vivê-las, ninguém iria
dores sempre morreriam
nessa tão rica magia.
*
Santos, 20.11.2009
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APENAS NOSSAS PENAS
Jorge Linhaça
Tenho pena de nossas penas
-pássaros em ninhos
dispersos-
mas resta-m' agora, apenas,
co'a pena escrever meus
versos
S'esta vida assim nos apena
em seus caminhos complexos;
O amor não s'apequena;
antes singra o universo.
Voa, pássaro, pro teu
ninho,
trespassa ,do mar,as águas.
O coração d'um passarinho
Não há d'encher-se de
mágoas,
nem tuas penas cor de vinho
habitarão n'outras plagas
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Penas/ Corpos
rivkahcohen
Quantas vezes com o sol
incidindo,
tivemos nossas certezas,
quantas outras por causa de
pessoas,
distantes ficamos,
quando bastava ouvir-nos?!
Acertando, errando,
mas sempre juntos voando,
apesar do fluxo e refluxo..
Hoje, amado,
vendo nossas asas,
nossas penas
muitas vezes trocadas,
ouso fazer esse poema
onde afirmo não ter medo de
chuva,
nem céu nublado,
basta minha mão dentro da
sua
e saber-lhe a meu lado.
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O sabiá da mata
Airam Ribeiro
O sabiá lá da mata
Quando canta encanta
Ouvidos de quem o escuta
O seu cantar majestoso,
Ele é o rei da floresta
Quando canta faz a festa
Parecendo uma orquestra
Com seu biquinho famoso.
Em seu ninho a sabiá
Espera no acasalar
Ouvindo o seu cantar
Uma suave melodia,
Os ovinhos no seu tempo
Espera no aquecimento
E os filhotes no momento
Trás pro ninho a
alegria.
E na galha perto ao
ninho
Alegre canta o
passarinho
Que sai do fino biquinho
Mais uma suave canção,
E nessa sua cantoria
Ele expressa a alegria
Que o seu cantar todo
dia
Alegra todo o sertão.
*
Itanhém Ba_Brasil...
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Ninho e penas
Mercília Rodrigues
Ninho tosco, vazio...
somente penas !
Criaram asas e partiram ao
léu ...
No abandono um sonho
desfeito apenas :
arrojados vôos, no espaço
do céu !
Mas houve ali um
amor-passarinho ,
um lar construído num sonho
de ser,
criadores em leito de
folhas e arminho,
tiveram o amor pra gerar,
crescer .
A natureza respeitosa
acolhe,
o pulsar da vida exposta
num ninho
e, em seu seio, zelosa mãe
escolhe
final feliz de um
amor-passarinho !
***
mercilia.rodrigues@terra.com.br
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O FRUTO DOS MEUS
PENARES...
Arianne Evans
Das penas da minha vida,
fiz macio travesseiro...
Com elas muito aprendi,
muitas coisas esqueci,
porém perdoei, primeiro.
Pássaro de asas
quebradas,
restrita em minha
gaiola,
passo as horas
refletindo
em como pode ser tão
lindo,
o mundo, a vida, lá
fora...
Porque apesar das penas
que todo mundo carrega,
existe a felicidade,
e não há nada que a
apague,
e não há ninguém que a
negue!
O fruto dos meus penares
não podia ser mais
doce...
Nasceu no meu coração,
transformou - se em
emoção
e a poesia me trouxe!
*
Curitiba/ 20/11/2007
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PENAS
Humberto Soares Santa
Ao romper das manhãs de
cores amenas,
Da árvore vai saltando a
passarada.
E num fúlgido adeus à
alvorada,
Do céu, vão acenando
asas pequenas.
É a estação de noites
tão serenas
Que a erva ao acordar,
está orvalhada.
A renovação já vem de
chegada
E os pássaros sacodem
suas penas.
A Primavera chega e de
seguida,
Asas, entre os países
,criam pontes
Que repetem no Outono à
partida.
Há penas p'las nascentes
!... pelas fontes !...
E enquanto umas saltitam
pela vida,
Há outras que saltitam
pelos montes !
*
SESIMBRA (Cotovia) -
PORTUGAL
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VENS PASSARINHO
Sá de Freitas
Se pudesse eu voar com
os passarinhos,
Da inspiração, em busca,
eu sairia,
Para compor a mais linda
poesia
E, dela então, ganhar
doces carinhos.
Rente à janela dela, eu
cantaria
Tão logo amanhecesse,
pra saudá-la;
Até que eu conseguisse
conquistá-la,
Tal qual sempre a
conquisto, em fantasia.
Vens passarinho e
contas-me o segredo
Do teu encanto, quando
cantas ledo,
Saudado o dia quando o
sol desperta.
Porque no encanto do teu
canto existe,
A deslumbrância que
ninguém resiste...
Vens... e me ensina como
ser poeta.
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Nosso Ninho
Marise Ribeiro
Na bifurcação dos galhos
da vida
acolchoamos nosso
querer,
entrelaçamos temores da
ida...
Com o bico da doçura
alimentamos nossos
rebentos,
voamos e revoamos em
bando,
aumentamos o ninho e os
carinhos...
E o que nos restou
foram apenas as penas
do nosso amor que
emigrou...
***
21/11/07
www.mariseribeiro.com
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Dois Pássaros
Rosangela_Aliberti
a voz de um Passarinho
imortalizou as palavras
Fogo e Amor
sem nenhuma pedra no
meio do caminho
tal qual a língua do
vento
que passa, e jamais
cessará...
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Saudade no ar!
Roseli Busmair
Por que se tem tanta
pena
quando nossa Alma se
depena
em seus próprios ais?
Soltemos os pássaros no
ar!
Soltemos ilusões, sem as
parar...
elas voam sem ter asas
mais
Tem fôlego, carisma e
vontade
de se entrelaçar
c'outras Almas,
iguais folhas d'Outono,
que voláteis
se espalham para muito
além,
no imenso mar de nossa
Saudade!
***
www.paralerepensar.com.br/roselibusmair.htm
Ctba_PR_BRASIL
22_Nov_2007
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Penas
Maria Luiza Bonini
Com teu vôo elegante,
meu carinho conquistou
Seu belo clilrrear
constante,
dizia o quanto me amou
E suas penas, tão
lindas...
guardei, pois são
infindas...
E na tristeza da
ausência,
eu, em minha penitência
Tão sozinha, passarinha,
sem vontade de voar..
Vejo ao longe um
passaredo
e rogo para que estejas
lá
Sentindo tanta saudade
da pena, com pena de
tanto amar
Sigo pagando a pena ,
com minha
pena,
Aguardando a volta do
seu doce e amado chilrrear
***
São Paulo - SP - Brasil
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PENAS!
Nídia Vargas Potsch
Nas asas do vento,
vôo ligeira, sonhando
contigo,
procurando acalanto,
no arvoredo do nosso
ninho de amor ...
Nossas penas
transportam-me à melancolia
e em triste melodia,
com notas de saudade,
recordo-te ansiosamente,
embalando-me nesta
ilusão sem fim
com as penas que me
restaram ...
*
Rio de Janeiro,
22/11/2007
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À PROCURA DE DEUS
Alceu Sebastião Costa
Eu vi no cipreste
vizinho
A mamãe passarinha no
ninho.
Enquanto da cria ela
cuidava,
Papai orgulhoso a guarda
montava.
Esse quadro mostrado
pela natureza,
Além de me inspirar
poesia,
Dava-me a definitiva
certeza
De que Deus realmente
existia.
Não que eu fosse até
então ateu,
Mas dúvidas assolavam o
sentimento meu,
Por não caber na minha
cabeça de rapaz
O fato cruento da guerra
e nada de paz.
Inocentes morrendo de
fome ou de terror,
O mundo dominado pelo
ódio, sepulto o amor,
Na minha mente conivente
uma só conclusão:
Perfeita a criatura não
fosse imperfeita a Criação.
Esta malfadada tese não
nasceu de um aborto.
Parto natural, dentro da
lógica e do conforto,
Concebida na busca de
Deus nas pompas das catedrais,
Acabei por encontrá-Lo
na simplicidade dos irracionais.
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Direitos
Autorais:
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inicial: Birds of a Feather by Sally Maxwell
Fundo: A
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SOM: Agnaldo
Timóteo - Foi Deus
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