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SE
HOUVESSE AMANHÃ
Mercêdes Pordeus
Se
houvesse amanhã certamente eu te amaria
Se
houvesse amanhã tu também me amarias
Se
houvesse amanhã queria tanto ser igual a ti
Ser
herdeiro do teu caráter e de tua conduta
Para
dar continuidade e transmitir teu legado.
Estou
tão temeroso, sinto teus planos para mim.
Tenho
medo, mas muito medo dos teus desejos.
Se tu
não me querias, por que então me geraste?
Serás
capaz de conviver com isso na consciência?
Deverias ter pensado nisso era antes de gerar-me.
Deus
me pôs aqui dentro, como o milagre da vida
E
vocês com irresponsabilidade tramam contra mim
Terão
mesmo coragem desse ato cruel, e irracional?
Sabem?
Eu já tenho até um coraçãozinho a pulsar
Dêem-me a chance de lhes chamar: PAPAI MAMÃE!
Onde
estás meu pai, por que concordas com isso?
Ah!
Tinha me esquecido, como é cômodo para ti
Não
ter obrigações para comigo e teres liberdade
Fui
fecundado através de vocês, seriam meus pais.
Agora,
vocês próprios vão me mandar para o PAI!
Que
pena! Não houve amanhã...Somente o hoje!
Eu
poderia ter crescido aprendendo e vos amando
Ter
aprendido sobre todos mandamentos de Deus
Honrando-os por toda a vida, no final cuidando de vocês.
Que
pena! Não houve amanhã...
Pacaraima/RR/Brasil
17.02.2007
***
Era para eu ser um
aborto...Fui gente...Pra te amar somente.
Augusta Schimidt
Era para eu ser um
aborto...
Fui gente...
Por pouco tempo,
Mas o suficiente
Para te amar somente.
Mamãe quero que saiba,
O quanto estou feliz por
estar aqui
É sempre muito bom saber
O quanto você quis me
conceber
Através do amor
Você me quis loucamente
Para fazer parte da sua
vida
E eu... estou feliz por
estar aqui
Neste lugar quentinho
Guardada com carinho
Esperando a hora
De seguir meu caminho.
Mamãe
Já posso ver minhas
mãozinhas
Que logo estarão lhe
fazendo carinhos
Minhas perninhas já se
movimentam
Acho que querem
brincar...
Você vai brincar comigo,
mamãe?
Eu vou amar...
Mamãe, o tempo está
passando
E algo estranho está
acontecendo,
Já não sou mais a mesma
Alguma coisa mudou
Meu corpinho dói
Meus olhinhos pesam
Está escuro aqui
Já não quero mais
brincar...
Diga ao papai pra me
esperar...
Tenha fé mamãe
Isso logo há de passar...
Mamãe
Acho que chegou a hora,
Logo estarei nos seus
braços
Papai, me espere,
Quero muito o seu
abraço...
Mamãe...papai...
Não me deixem sozinha
Quero sentir o calor
Dessa família querida
Que só me deu amor
...dia 07 de julho de
1979...
Finalmente cheguei ao
mundo
Infelizmente não posso
ficar
Deus quis que eu não
fosse um aborto
Para poder lhes abraçar.
Está na minha hora
mamãe...papai...
Terei que partir
Como um anjo volto ao céu
Mas lhes prometo
Estarei sempre junto de
vocês
Esperando o dia
Em que nos encontraremos
para sempre
E enquanto este dia não
chega
Quero que se amem
E saibam, nunca se
esqueçam...
Não fui um aborto...fui
gente
Que os amará eternamente.
Campinas
12/06/2005/ 14.30hs
Obs. Andréa ,
aos 2 meses de gestação adquiriu leucemina intra-uterina e
conseguiu se desenvolver até os 9 meses normalmente. Segundo o
médico , nesses casos o aborto espontâneo acontece até os 3
meses, o que não ocorreu. Minha filha nasceu mas não resistiu
e morreu.
***
Não
Matarás!
Tere Penhabe
"Não Matarás!"
Nem que a vítima não possa falar
não possa gritar querendo vir ao mundo
não possa se revoltar contra o seu carrasco
não possa se defender...
Não vale a alegação de que não é a hora
porque não existe vida sem ser hora de viver.
Tampouco a desculpa esfarrapada
que a mãe é jovem demais para ele nascer
porque não foi tão jovem, na hora de o conceber.
Também não serve, a meu ver
o triste conceito que se tem
de que o fruto da violência deve morrer
porque então, Meu Deus, quantos serão?
De pais e mães casados, qualificados,
que se agridem antes e depois do parto
em tantos casos e a tal ponto
que se tornam casos hediondos.
Sejam responsáveis com o mundo e com a VIDA
previnam-se contra o risco de conceber
mas se o infortúnio um dia acontecer...
deixem viver, os que aqui vierem
não cuidem, se não quiserem
doem, abandonem, será só mais um...
mas deixem que os desígnios de Deus
trace o caminho, não sejam assassinos!
Não Matarás!
E ao juntar as mãos para orar
que você possa olhar pra trás sem ver
o hediondo crime que é conceber...
e depois matar o seu bebê!
Santos, 22.09.2005
www.amoremversoeprosa.com
***
O ABORTO (ATÉ ÀS 10
SEMANAS)
(referendo em
Portugal em 11.02.07)
A concepção de VIDA é
bem complexa!
(E em médicos diverge a concepção...)
Assim, sobre este tema, o que se anexa
Será, meio-opinando, uma questão.
Até às dez semanas, na
barriga,
O pequenino ser, ou seja o feto,
É simples embrião e há quem diga
Não "sabe" o que é a Vida em seu trajecto.
Depois há divergente
opinião...
E uma e outra há, quem fundamente;
É quase um discutir... religião:
Aquele não tem fé, mas este é crente!
Porém vou abordar sob
outro prisma
Que é onde julgo ver hipocrisia;
A mente nestas coisas sempre cisma
E logo uma pergunta ela me cria:
Nessa defesa forte
quanto ao feto,
Os tais que a tal aborto(*) dizem Não,
Terão já feito guerra por decreto
Matando alguns milhões... que já "cá" estão?
Ou esses são do Sim?
Sim ao aborto...
(Que aos defensores do Não a morte choca!)
E o Mundo segue em guerras sempre torto
Sem nunca se entender esta engenhoca.
Também prevendo nós que
continua
O gesto de abortar plo tempo fora,
Que seja em condições! E não na rua!
- Por isso pus a "cruz" no SIM agora.
(*) até às 10 semanas
***
ABORTO MATERNO
Schyrlei Pinheiro
Medo, tormento,
falta de condição ou amadurecimento.
Leva a mulher, a matar o seu alento,
anulando a mais bela misão da vida.
Ferida, em dores,sem emitir sentimento,
pratica o crime sem efeito,
condenando a morte.
Seu fruto, sem nascimento.
Aborto,filho inato,agredido
por um coração partido.
Perdoem, não julguem,
a mãe que a si condena
a morrer todo dia,
enquanto sua vida viver.
sem ter o amor de um filho.
Um inocente julgado?
Considerado culpado.
Condenado a morrer!
Antes de ver a vida,
que merecia viver.
Poema 138 05
***
Presurosos II
ALTUZAR/PEÑA
Glorioso, el retumbo del silencio
Concierta con la ecléctica caricia.
Es tu larga y veleidosa cabellera,
que recorre la materia en la que habito.
Subyugado por tus mimos,
Trepida mi laúd al mínimo contacto.
Tiempo astral, estática agonía,
Presurosos entre besos nos brindamos.
***
Agora que
cheguei ao teu útero
B arras-me
o caminho para a vida
O pões-te
ao meu nascimento
Rejeitas
o ser que fizeste!
Terás
assim maior felicidade
Ou
és apenas...EGOÍSTA?
Manuela Baptista
***
SIM À VIDA
Daniel Cristal
Que sorte a minha ter
nascido
no berço em que nasci
a minha mãe dizendo
bendito o dia em que te
vi
Havia todo um mundo
adverso
uma mundo difícil com a
fome
especialmente de amor:
nascer era um milagre
Por que não houve aborto
não sei nem nunca foi
revelado
mas agradeço ter nascido
e o amparo que foi dado
O meu pai coitado dele
foi lutando quanto pôde
até que eu crescesse
e lhe afagasse a dureza
Não pariram um aborto
acho eu
e acho também que cumpri
a função de progenitor:
nesta vida há um Deus
com muito amor
E se nem sempre é
reconhecido
a cada um se deve o que é
devido.
2007.Portugal
***
Sobre o aborto
O que precisamos entender definitivamente é que não podemos
interferir na vida de alguém, a quem não oferecemos nada além
de regras. Uma sociedade que não se preocupa com os seus
desempregados, miseráveis, descriminados, desalentados,
analfabetos, etc... não pode se dar ao direito de julgar uma
mãe por não querer levar a cabo a sua gestação. Eu não sou
mulher, mas imagino que não haja nada mais maravilhoso para
uma mulher do que a criação, o seu filho, fruto do seu próprio
corpo, vida da sua própria vida.
Se uma mãe não deseja ter um filho, é por que está com um
problema muito sério e é este problema que tem que ser
tratado. Se esta sociedade, racista, classista e autófaga quer
que não haja aborto, que dê amor a todas as criaturas, que
lhes forneça condições positivas para a expressão da vida que
rebenta... o seu rebento.
Sou o poder da vida que me domina
sou a luz que se esparge na escuridão
sou a consciência que em mim culmina
sou a força viva do amor no coração.
Sou a eternidade que a tudo alcança
sou a ciência que a tudo conhece
sou a emoção que na vida se lança
sou o calor que ao corpo aquece.
Se me dão o caminho, por ele eu sigo
se me dão direito, por ele luto
se me dão esperança a ela persigo
se me dão amor sou eterno e absoluto.
Sou fruto do que recebo
em tudo o que faço e digo
o poder que eu mesmo concebo
é o rumo no qual eu sigo.
-
Rick Steindorfer
-
Publicado no Recanto das Letras em
12/02/2007
Código do texto: T378733
***
NATI-SONHO
Luiz Poeta – Luiz
Gilberto de Barros
Às 23 h, 24 min
e 51 seg do dia 22 de abril de 2005 do Rio de Janeiro - Brasil
Poesia vencedora
do Concurso de Trovas, Contos e Poesias do Portal CEN -
Brasil-Portugal -
Categoria Menção
Especial – Premiada pela União Brasileira de Trovadores do Rio
de Janeiro em 10 de julho de 2005.
Os olhos do feto estão
fechados,
Talvez porque não queiram
olhar
O olhar do médico
envergonhado
Por mais uma morte...
particular.
Os braços do feto estão
cruzados,
Talvez porque não queiram
abraçar
A primeira pessoa a vê-lo
acordado
E que cabe inteira no seu
triste olhar.
O coração do feto pulsa
com energia,
Talvez porque, pulsando
sem parar,
Ele demonstre, em sua
alegria,
Que existe vida ativa
onde ele está.
A alma do feto entretanto
dança
Na mente daquela que não
quis ficar
Com sua vida de frágil
criança,
Que nem teve tempo de
rir... ou chorar.
Direitos autorais
reservados ao autor
Biblioteca Nacional – Rio
de Janeiro...
***
O ABORTO
Malu Mourão
Quando matas
De tuas entranhas a vida,
É a voz do amor que calas
A sucumbir desvalido,
No Universo a declinar.
Quando tu, sutil,
Entrega-te aos desejos,
Soberana de alma vil,
Acorrentas os ensejos
Nos teus planos a esquartejar,
Na dor do livramento
Sem sentimento,
Deixas escoar
A pequena existência,
Confusa...
Indefesa...
Vítima de tua inclemência,
Sangra a jorrar
O alívio que te conforta.
Que importa?
Não existe pesar.
Mãe! Assassina do broto!
Tu mataste num aborto,
O fruto do teu amar.
***
"ABORTO"
O Referendo eleitoral
Chegou a Portugal
A 11 de Fevereiro de 2007
Para disponibilizar a
mulher...!?
E neste mundo poético
Só passa quem souber!
A Mulher!
Dilacerada no aborto por
crime,
Violada sem amor, em
terra sublime.
Mulher será agora pela
lei defendida?!...
Na elevação de uma
Madalena arrependida,
Ao portares na tua
placenta um feto,
Seja ele ou não fruto do
amor...
Não te escondas, não
deixes ultrapassar
Esse teu fruto em dez
semanas.
Usa a profilaxia da tua
consciência,
Resguardando a nossa
ciência...
Interrogando esse
maléfico aborto no ser...
Usufruis uma dádiva de
tal firmeza...
Por dares vida a esse
Ser!
Esse Ser…
Tem direito a viver!
Pinhal Dias - Amora -
Portugal
***
SER OU NÃO SER?
Estamos lá que estamos,
estamos e não estamos.
No melhor da emoção,
Quando tudo está bem quente,
vamos ter que evadir,
interromper de repente!
Um segundo inconseqüente,
não deu pra segurar.
E agora? Será que já tem gente?
Será que já é ser?
O que poderá vir a ser?
É melhor deixar ser de qualquer jeito,
não vir a ser se não querido,
ou ser mesmo sofrido?
Que dilema complicado!
MARIO REBELO DE REZENDE - BRASIL
***
ABORTO… LIVRO INACABADO…
Ao escolheres o meu
jardim,
Mais uma flor nasceu.
No meu céu amanheceu…
Fez-se alvorada em mim
Neste dia ouro choveu
Como água nas nascentes.
O meu amor não «morreu»…
Todos ficámos contentes
No meu mar aconchegado
Com a seiva do amor,
Dada com muito fervor,
És filho abençoado…
Diamante orvalhado,
Fazes parte do meu ser;
Tua vida quero ter,
És livro inacabado…
Júlia Molico
- Por ter ouvido
falar tanto sobre este tema, preferi escrever, em poema, o
significado que a vida tem para mim logo desde o início da
concepção.
***
ABORTO CEIFA DA VIDA
Antonio Cícero da Silva
Não prejudique o homem
Ao que Deus criou
A vida é criação de Deus
Que nos formou.
Todos nós temos direitos
E viver é o principal
Portanto, ceifar vidas,
Não é o ideal.
O aborto quando forçado
Ou simplesmente por não vingar
É banir a sobrevivência
De quem poderia brilhar.
Já na formação do feto
Há o princípio de vida
Que com grandes transformações
Cresce e nasce florescida.
O aborto, somente em casos específicos
Através dos peritos e profissionais
Que sabem o que fazem
Sem vontades propositais...
***
A maior dádiva Divina,
a vida
Como um presente do
Altíssimo Senhor
Não pode e nem deve ser
destroçada
Com ou sem a presença
da dor
Pela força de um
forceps na mão
Que destroça e aniquila
um ser irmão
Que não consegue
rebater a agressão
Por ser de Deus a maior
criação
Não tem o homem o
direito da destruição
Sôbre a vida ou outra
obra da natureza
Paga-se muito caro por
toda essa frieza
Lágrimas derramarão e o
planeta afogarão
Pois do Paraiso virá a
maldição
Não só como castigo,
mas até como benção
Para quem sabe,
aprendamos a lição
Mata-se indefesos fetos
ou ainda ambrião
Joga-se ao solo vastas
florestas pela vil ambição
Simplesmente para ter à
mão
O poder do dinheiro e a
frieza no coração
No futuro, cortando-se
hoje da espécie a procriação
Como poderemos seguir
de Deus a orientação:
Ide e povoem o mundo
com seres humanos em cada nação
Brasileira, Portuguesa,
Americana, também na India e Afeganistão.
***
Deste assunto sei
contar.
Naquela noite sofri
muito.
Mas tive também um
grande privilégio
para consolar meu
coração.
tomou minhas mãos entre
as suas.
Sua voz meiga e doce
foi me acalentando
Ao sair do apartamento,
sorrindo me acena
***
(Janieth Costa
Monteiro - MG/Brasil)
Futuro claro e
inevitável
(Culpa das diferenças
de raças)
Desejo estúpido
incontido
Saída apropriada para
tudo
Salva-vida de dois
egoístas
Que ansiava em ver o
por do sol
***
ABORTO
Mário Osny Rosa
Assunto controvertido
Com prós e contras.
Qual será o sentido
Matar ou não matar?
Que se arrisca a provar
Que embrião não tem
vida.
Até uma contra prova
Tem mesmo quem dúvida.
Certa numa regressão
O espermatozóide falou.
Com toda aquela emoção
Ainda estou no papai.
Naquele momento ficou
claro
O espermatozóide tem
vida.
Ainda não tinha
ejaculado
Para completar outro
ser.
Do zigoto ao feto
inicio da vida
No seu ninho do amor.
Laboratório mais
importante
Importunar no seu
ardor.
Quando chega o agressor
Com a missão de
atingir.
Fica em total torpor
Nem pode reagir.
São José/SC,
16 de fevereiro de 2.007.
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***
PENSE
Não sei suas razões
nem como cheguei aqui
só sei que dependo de
você
para de fato existir
Ainda não pode me
sentir
sou pequeno demais
não faço nenhum
movimento
mas você sabe da minha
presença
Não quero ser um peso
em sua vida
nem posso pedir que me
aceite
mas se sente que pode
me amar
por favor, não me
rejeite
Pense bem, é tudo que
peço
antes de se separar de
mim
é minha única chance
de poder abraçar você
um dia
Não sei o porquê do seu
desconforto
mas não aja
impensadamente
sei que pensa em aborto
mas posso ser o único
a te amar
verdadeiramente
Célia Jardim
***
De Carmo Vasconcelos:
“És Livre?...”
Para as mulheres a quem
Deus não concedeu o privilégio de serem mães, vai o meu abraço
e amor de filha. Decerto, o Criador lhes reservou outras
nobres missões.
Para as mulheres que
tendo em seu ventre o poder da maternidade, o recusam, por
necessidades pessoais imperiosas, não julgáveis nem
condenáveis por quem quer que seja, vai a minha compreensão de
irmã.
Por último, para aquelas
que, por vaidade ou comodismo, renegam a bênção de ter em seus
braços um filho - Criança, o mistério mais sublime da Criação
- vai este meu poema azul e rosa:
ÉS LIVRE?...
Carmo Vasconcelos
Teu corpo é lindo, mulher
e és livre pra o usar
Podes dá-lo a um escultor
que em pedra o queira
moldar
ou posar para um pintor
que to deseje pintar
Com ele vender amor
ou dá-lo só por prazer
como melhor te
aprouver...
Para tudo tu és livre
teu corpo podes usar
Mas esse corpo tão lindo
é perfeito porque tem
em seu precioso ventre
o dom maior de ser mãe
Serás tu livre o bastante
para ter filhos se calhar
não tê-los se os não
quiseres
desfazê-los sem
chorar?...
Serás tu livre o bastante
para sem dó impedir
que uma alma distante
venha ao mundo
progredir?...
Teu corpo é lindo, mulher
e és livre para o usar
Mas em nome do infortúnio
doutra mulher que não tem
essa ventura também
tu não destruas, Mulher
essa Estrela Divina
que o teu ventre contém
Seja menino ou menina
ficarás muito mais bela
se para além de mulher
souberes ainda ser mãe...
Tão grande quanto uma
estrela!
Lisboa-Portugal
***
Crianca Esperança
Neila
B. Pereira
28.02.06
De
repente
Você
me vem com seu carinho
Inocente educado
Criança agora amada
Me
traz no sorriso
A
esperança de um futuro melhor
O lar
que alguém te deu foi maior
Um
amor mais que superado
Menino
de sorriso doce
Traz
no seu olhar a inspiração
Luz
que irradia os irmãos
na
bondade ao encher os corações
Meu
amor
É você
de quem falo
Meu
doce menino sobrinho
Vem
aumentar na família a humildade
(Inspiração: Rodrigo, meu novo sobrinho, 03
anos)
***
MORRI ANTES DE NASCER
Efigênia Coutinho
Em sua barriga já sentia
seus sentimentos
Ela não me desejava ter como filho
Jamais pensava em constituir uma família
Só queria aproveitar cada segundo da vida.
Muito menina, achava que
seria um vexame
Não queria passar por este impedimento,
Pois acreditava, este filho lhe traria tormento
Vez que queria da vida
aproveitar todos os momentos!
No desespero, mediante
todas ás probabilidades
Eu dentro de sua barriga, já sabia não ter direito
De vim ao mundo e viver entre todos vocês...
Eu já tinha esta certeza
que me amedrontava
Foi quando eu dormia serena em paz...
Já no terceiro mês, fui
excluída com violência!
Balneário
Camboriú
Fevereiro de 2007
Poema da
Ciranda "ABORTO"
AVSPE
***
DE UMA MÃE PARA SEU
FILHO
Adelina Velho da Palma
De minha carne e sangue
te gerei,
com meu esforço e
vontade te pari,
de todo o sofrimento me
esqueci
quando nos meus braços
te acalentei...
Com meu maior zelo te
alimentei,
suspensa de teu sono
adormeci,
e a dívida de amor que
contraí
com minha mãe, só
contigo a saldei...
Uma parte de mim em ti
persiste,
por isso algo me dói
quando estás triste,
e vejo o sol brilhar
quando tu vences!...
Se o teu destino do meu
se apartar
é meu dever sorrir e
aceitar
pois dei-te a vida mas
não me pertences...
2002/08/01
adelinapalma.com.sapo.pt
***
Temer a fraqueza
Diógenes Pereira de
Araújo
A vida é invasora e
contra a morte
a vida é vencedora; a
morte não;
o não à vida traz a si
má sorte,
afasta a bênção, chama
a maldição
A vida é vencedora a
vida é forte;
a vida invade o mundo
em explosão;
sendo à beleza unida
qual consorte
nos enche de esperança
esta união
A quem temer a vida -
que tortura! -
e conivente for com o
aborto
talvez, mais que estar
vivo, esteja morto
porque negando a vida à
criatura
que há de nascer,
carente e indefesa,
demonstra ter temor
pela fraqueza
(O poema
acima se inspira no fato de Madre Teresa de Calcutá ter dito
em Oslo, em 1 979, ao receber o Prêmio Nobel da Paz aos
presentes: Para mim, os países que legalizaram o aborto são
os mais pobres. Temem os pequenos, temem a vida
não-nascida).
***
O EMBRIÃO
Mãe! Por que não me
deixas ver teu mundo?
Por que acabas assim com
minha vida?
Por que será que estás
tão decidida,
a praticar tal acto tão
imundo!
Mãe! Eu não sou um ser
nauseabundo!
Não sou uma doença
contraída!
Faço parte de ti, fui
concebida!
Sou vida no teu útero
fecundo!
Não queiras destruir-me
por favor!
Não transformes em ódio,
aquele amor,
do momento da minha
concepção!
Eu sei que não pensavas
conceber...
Mas, por favor mãe,
deixa-me nascer,
eu sou um ser humano em
formação!
Lagos, 19/02/2007
Alfredo dos Santos Mendes
***
Mamãe, eu vivi dentro de
você...
Ainda não sei da vida
contar,
O dia de eu com olhos de
ver
O riso de seu colo
abraçar
Do cheiro de leite
merecer
Ainda que da Luz seja
fato
Sinto de seu calor a vida
Procuro sem mãos o tato
De você na sina bendita
Ainda acredito ser
semente
Não sei do solo irei
nascer
Não sei do ar de ser
ausente
Em suas águas o bem
querer
Ainda está por ser eu a
ti ter
Da certeza em verdade
real
Do espaço a escolha viver
Contando nos dedos o
sinal
Ainda que eu possa o não
ser
Em sua vida o momento
certo
De tantas outras não
escolher
Das mãos a sentir o tão
perto
Ainda que da terra eu
cresça
Longe do ar e da luz do
dia
Lembre fui uma esperança
Da vida que quase nascia.
Ramoore
***
ABORTO, UM CRIME!
Bernardino Matos.
Procure observar,
o ciclo da natureza,
o detalhe da beleza,
do seu sábio renovar.
Veja com que perfeição,
desabrocha uma flor,
como paira um beija-flor,
beijando-a com paixão.
Observe o cuidado,
com que um passarinho,
traz pros filhotes no
ninho,
o alimento esperado.
Veja a germinação,
cinco ou seis grãos de
semente,
são capazes simplesmente,
de ser alimentação.
Sem essa renovação,
sem o milagre da vida,
sem Deus nos dando
guarida,
era só desolação.
Deu-nos o dom de
procriar,
de repetir o seu gesto,
o mais lindo manifesto,
do poder divinizar.
Foi sua expressão de
amor,
onde pôs o seu carinho,
e na coroa de espinho,
disse isso com ardor.
E quando uma criança,
recebe um toque de v ida,
numa divina guarida,
é um nascer da esperança.
Não importa a condição,
é um reflexo de Deus,
é mais um dos filhos
seus,
faz parte da criação.
Interromper esse
processo,
num ato de violência,
numa total inclemência,
será um crime perverso.
O aborto é desumano,
é a morte do amor,
é crime, seja onde for,
é um cruel desengano.
Se Jesus morreu por nós,
num amor tão infinito,
foi pra nos deixar
escrito,
que não estaremos sós.
Aborto é assassinato,
interromper uma vida,
a um ser não dá guarida,
deixa Deus no anonimato.
Há fatos irreversíveis,
de um aborto inevitável,
que por nós é aceitável,
são sempre admissíveis.
Nesse caso houve um
desejo,
que pode ter sido em vão,
mas essa interrupção,
não foi ato de despejo.
Fortaleza, 19/02/01
***
ABORTO
O aborto é crime
que não redime,
é erro fatal,
é falha humana
ou desumana,
é dor letal...
Olga Maria Dias Ferreira
Pelotas- RS
***
O COMEÇO DE UM FIM
MOR
Quem seria ao nascer
Daquele ato amoroso.
Na noite ao estremecer
Ou seria indecoroso.
Nisso nunca pensava
De tal ato logo fazer.
Dele se enamorava
Tinha grande prazer.
Seria uma fatalidade
Até pouca sensatez.
Teria alguma maldade
Essa tal de gravidez.
Quando o confidenciou
Do que tinha ocorrido.
Logo ele quase desmaiou
Pediu para ser
socorrido.
Logo uma
inviolabilidade
Dando fim ao
acontecido.
Com toda aquela maldade
Nem ele teria nascido.
Se for crime dar fim a
vida
Naquela plena
escuridão.
Indefesa e logo
oprimida
Qual seria a sensação.
São José/SC,
18 de fevereiro de 2.007.
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UM FIM ANTES DA HORA
ROM
Naquele encontro
amoroso
Já que o dia era
propício
Foi naquela hora o
início.
Daquela loucura de amor
O princípio de um novo
ser
Que logo deveria
nascer.
Ninguém estava a pensar
Do que estava a começar
Qual seria o resultado.
Durante aquele ato
Seria mesmo de fato
Que iria responder.
No momento do anúncio
Daquela gravidez
Cada um na sua vez.
Era um susto ou alegria
Quem mesmo isso diria
Seria mais um tormento.
Sem saber o que faria
Com o futuro rebento
Deixar morrer no
relento.
Eliminar antes do tempo
Esse seria o momento
De não deixa-lo nascer.
Nem pensaram no crime
Que logo mesmo deprime
Essa tal ato cometer.
São José/SC,
18 de fevereiro de 2.007.
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