O ABORTO

por Armando Figueiredo

 

«Os vossos filhos não são vossos, pois são os filhos e os filhos da vida que aspira a si mesma; eles nascem por meio de vós, mas não de vós; e embora vivam convosco, não vos pertencem.»

Kahlil Gibran

 

A selecção de embriões humanos com sentença de morte, à descrição e por parte das mulheres, começa agora em Portugal, a exemplo dum modo de vida europeu, civilizacional, dizem os mais progressistas. Há embriões que se enquistaram em fêmeas que não são dignas, nem para lá caminham, da reprodução materna da espécie humana. É uma constatação. Ponho de parte as que foram vítimas de violações; essas foram vítimas, e estão no direito de não quererem acarretar com a consequência dum acto praticado pela violência do homem no estado bruto ou do machão abrutalhado. Mas, quanto às outras, as imprecauções pagam-se, e não parece lícito deixarem de poder ser irresponsabilizadas. A falta de planeamento familiar também se paga. Estas questões foram mal equacionadas. Nem todos os casos são iguais. Querer ver-se livre dum feto, por não querer desenvolvê-lo no seu corpo, não é razão bastante para abortar. Optar por liquidar sumariamente uma criatura vincenda, produto dum espermatozóide que conseguiu vencer a barreira limite do óvulo resistente, não é razão suficiente para arrancar entranhas e embriões. A semente que germina e se transforma em planta ou árvore, dá-nos o exemplo da fertilidade universal, e, para o caso do embrião humano, acresce o facto de este conter uma parte da energia anímica universal que todos compartilhamos no planeta, situemos a questão seja em que religião for, ou crença espiritual. Não somos animais irracionais, creio eu.

 

É a selecção que começa. Em Esparta liquidavam-se as crianças deficientes e os velhos inúteis para a guerra. Na Europa, e não só neste continente, vão-se cuidar agora das fêmeas que abortam por sua livre e espontânea vontade, ao seu livre-arbítrio arbitrário, por não estarem preparadas para a maternidade responsável. Estas deixaram-se fecundar, mas não aceitam o resultado do seu acto frívolo. Justificarão que não sabiam que quem goza com o fogo, fica queimado na maior parte das vezes. Não souberam evitar ou contornar o fogo, como se tivessem sido vítimas de um incêndio devastador, onde verdadeiramente não se queimaram, mas quem se vai queimar é o fruto da relação impensada; esse fogo é o fogo da paixão, do prazer ou da curiosidade irreflectida; mas os actos sexuais fertilizam dentro de uma barriga, e a esse estado é que a inteligência ainda não chegou. Eventual e frequentemente floresce num ventre um ser humano, porém, a partir de agora, pode apagar-se a chama dessa vida. Corta-se, erradica-se, apaga-se, mata-se, assassina-se.

Julgávamos que Esparta estava morta, mas ela renasceu. Entendem, não entendem?

 

A selecção começou. Nascerão a partir deste momento, os aptos e amados, os fortes e benquistos. Estes que terão um berço com guizos à sua espera ou estrelinhas por cima. Consequentemente, a raça humana está a depurar-se, sem a perspectiva de ajuizar tudo pelo recurso à inspiração divina ou crença religiosa. Acabará provavelmente esse mito de que há grandes homens que nasceram em ambientes humanos e sociais, muito difíceis de suportar. Mas, foi por isso mesmo que se tornaram grandes homens e mulheres. Uma depuração sem a perspectiva da vida divina, ou sem a transcendência diferenciadora da vida animal. Também esta só é possível se for desejada por quem a recebeu. Mais do que nunca é preciso muita sorte para nascer, pois se houver azar em gerar-se num ventre repulsivo à vida, e dela indigno, não se tem direito a compartilhar a vida universal. E agora o Direito confere essa falta de direito ao nascituro, no fundo para que a vida colectiva não suporte mais o peso e a incomodidade dos seus alicerces e dos resultados das suas deficiências.

 

De facto, a sexualidade passa a ser uma qualidade humana dispensável. Quando a procriação pode fazer-se medicamente assistida, e  até o espermatozóide nem é necessário para a reprodução, a raça superior começa a ser possível. Os clones poderão ser industrializados, os melhores podem ser seleccionados e reproduzidos em série, como fazem os agricultores ao seleccionar as sementes para a semeadura. É assustador o mundo que a ciência futura. A essência espiritual da humanidade vai perdendo, destarte, no presente, o seu campo modelador de acção ancestral.

 

O que está em causa é a depuração da raça, que alguns sociológicos e antropólogos têm vindo a anunciar desde há algum tempo. Se hoje a mulher pode decidir sozinha sobre a retenção orgulhosa ou não, de uma das suas características, talvez a primordial, a mais sublime certamente, na vida, que é a de conceber outras vidas no seu seio materno, e ampará-las na meninice e na adolescência, há-de chegar, se calhar, o tempo em que não terá também o direito a exercer essa possibilidade, por não estar dotada de qualidades para a concepção. Nesta depuração da raça, será a própria sociedade organizada, em estado avançado por uma ideologia que pode dominar a vanguarda civilizacional, que imporá à feminilidade, as exigências que lhe são características para poder viver noutro planeta, na forma e no conteúdo de outra humanidade, que não esta, futuro este a que estamos sujeitos. E neste sentido creio que serão as próprias mulheres emancipadas e maduradas, a fazer a selecção em relação às que são fêmeas sem as mínimas condições de procriar. Serão elas as seleccionadoras, as que poderão dizer mata-se e esfola-se: ou seja, serão elas as que poderão e deverão conduzir embriões e fêmeas para o matadouro, ou, pelo contrário, glorificar a vida em todas as suas vertentes. Está aberto um novo e original percurso existencial de acordo com o apuramento da raça a exportar para outra galáxia. Porque vai chegar esse momento, possivelmente a médio, mas certamente a longo prazo, em que a vida terrestre não será mais possível nesta bola progressivamente conspurcada com um sol a apagar-se muito lentamente até à extinção dentro de milhões de anos, com outras prováveis vicissitudes calamitosas à espreita.

 

A pura vida divina inviolável dá lugar a outra: uma raça humana inviolável na pureza de todas as suas potencialidades. O conceito antigo de Deus, ainda presente, mas em estado de progressivo esquecimento, dará lugar a uma raça original e pura, capaz de expurgar as falhas, os defeitos, as deficiências congénitas, mentais, económicas, estruturais, conjunturais, condicionais, sociais, antropológicas, todas essas que diferenciam já neste estado os que vivem e usufruem da vida, e os que apenas vegetam como seres duma raça inferior. Hitler teve esta lúcida visão... E nem quero falar, para não levantar chamas de paixão sectária, de outros ditadores que dispuseram da vida dos outros cidadãos com este mesmo sentido depurador. E mais não digo, pois discorro por projecções existenciais que podem ferir convicções contrárias, com retornos perigosos, e desequilibrar psicoparadigmas em desenvolvimento, antes do tempo próprio, neste mundo onde somos simplesmente peregrinos; todavia, o resto que aqui, e neste escrito, é sugerido apenas, e ciciado pela rama, fica para vossa interpretação, pesquisa e meditação, e para vosso final juízo cuidado!

 

2007. Portugal

ANALISANDO O ABORTO 

Humberto Rodrigues Neto

 

Como qualquer outro acontecimento de aspecto doloroso, é preciso analisar-se o aborto não pelas dimensões reduzidas de nosso intelecto quando encarnados, mas de uma outra dimensão, como espíritos, quando adquirimos faculdades de percepção bem mais agudas.

 

O embrião humano já é alguém vivo desde o momento da concepção, posto que vincula-se, a partir daquele momento, a um espírito a quem emprestará o seu invólucro carnal a fim de que possa viver num corpo carnal para cumprir o aprendizado de sua próxima encarnação. Então não há nem como perguntar-se, por absurdo,  se um feto de quatro, cinco, ou dez semanas já possa ser considerado como um ser humano.

 

Desta forma, toda mulher que pratica o aborto será a responsável pela interrupção de  uma das fases do ciclo evolutivo que aquele espírito, por desígnios divinos, deveria cumprir a caminho do seu aperfeiçoamento moral.

 

Por conseguinte, o único tipo de aborto imune à punição prevista pelos sábios e infalíveis tribunais celestes é aquele determinado pelo risco de morte que o nascimento do feto possa acarretar à mãe na hora do parto.

 

Mesmo os abortos praticados sob a justificativa de a gravidez ter se originado de um estupro, constituem crime, ainda que acobertados pela proteção da lei, pois pode dar-se o caso de ele ter sido solicitado pela própria mãe, quanto espírito, como autopunição de algum deslize por ela praticado em vidas anteriores, quando, encarnada num corpo masculino, provavelmente tenha submetido alguém ao constrangimento e aos danos morais do estupro, fato de que só toma conhecimento nas esferas superiores e que, segundo as leis divinas de causa e feito deve ser expiado por aquele que lhe der causa.

 

Como os magistrados que  elaboram tais leis, fazem-no ao rés da terra, nada conhecendo da mecânica que regula as relações entre espíritos e encarnados, elaboram as leis sob a acanhada óptica terrena, sem ao menos examinar quais os conceitos das diversas religiões sobre aquilo que estão legislando.

 

Afora a exceção acima apontada, qualquer outro tipo de aborto constitui assassinato, agravado pela circunstância de não oferecer à pequenina vítima nenhuma chance de defesa contra esse nefando crime

 

É profundo doloroso tomar conhecimento de que um povo correto como o português, tradicionalmente respeitador do direito à vida, e dotado de um profundo senso de religiosidade, tenha se deixado enganar, numa grande maioria, ao votar pela legalização dessa horrenda monstruosidade constituída pelo aborto!

 

Perdoai-os, Senhor! Não sabem o que fazem!

Não quero me omitir, ms não me sinto segura em dizer sim ou não ao aborto!

O melhor seria sempre  a consciência do casal em procurar "evitar" com tantos meios possíveis o procriar. Todavia se acontecer, terem consciência e maturidade suficiente para discutir o assunto ... Nos casos de estupro, ou por doenças retransmissíveis acho que deveria haver leis a respeito. O mundo não se acabará se a população diminuir - haja vista tantas guerras - o que se precisa fazer é educar, conscientizar os povos, dar-lhe melhores chances de vida e bem estar, com esclarecimentos vindos de médicos, pessoas jurídicas e entendidas do assunto. Que vale o voto de uma pessoa leiga? Matar, abortar? - Sim ou não? Que horror?....

Luiza Benício

Respondendo à solicitação do ECOS DE POESIA para comentar o referendo 
do dia 11 de Fevereiro de 2007 sobre a I.V.G., aqui estou a dar o meu contributo e opinião.
Em primeiro lugar quero dizer que no referido referendo votei Sim. E  votei Sim porque entendo que a mulher não pode nem deve ser penalizada por ter cometido tal acto. Acontece que a I.V.G. era ilegal portanto feito às escondidas e nas piores condições de segurança e sem cuidados médicos, isto era duplamente injusto já que quem tinha condições financeiras desafogadas tinha a possibilidade de o fazer no estrangeiro e isso era frequente.
Quem tinha escassos recursos além de ter que o fazer nas condições já  descritas, tinha ainda contra si a lei que as punia e por isso ter de o fazer às escondidas. Tinha portanto contra si o facto de fazer um aborto que concerteza no seu íntimo não o quereria fazer, mas que as 
circunstâncias a isso obrigavam , mas também o medo da justiça, o que era aviltante.

Segundo as estatísticas, fazem-se em Portugal cerca de 20.000 abortos por ano e uns milhares de mulheres dava entrada nos hospitais com os mais variados problemas resultantes do aborto feito nas piores condições e algumas centenas morriam, esta é a verdade nua e crua.
As mulheres têm agora a possibilidade, caso queiram e tenham necessidade, de o fazer em condições da segurança e sem o estigma de ser uma criminosa, por isso valeu a pena a despenalização da I.V.G..
O Não fez a sua campanha com muitos processos pouco dignos ignorando os abortos que se fazem em Portugal parecendo que até agora não os  havia e que agora sim  iam haver aos milhares o que não é verdade.
Portanto a lei que daqui irá sair é uma lei que dignifica a mulher tenha ela votado Sim ou Não, a lei não vai obrigar mulheres a abortar mas sim a dar-lhe condições dignas se tiver necessidade de o fazer.
A lei vai legitimar uma situação que já existia, que era punida por lei e que penalizava só as mulheres mais pobres e mais frágeis .

Aqui fica o meu parecer sobre este assunto.

Antonio Marques da Silva (Markus)
Almada Portugal

ABORTO
Naidaterra

Com certeza a vida já pulsa com apenas 10 semanas...
Quanto a população, independe, se a questão for a liberação do aborto. Controle de natalidade é uma questão
de educação, falha no Brasil com certeza.
Na verdade, hoje em dia há centenas de clinicas clandestinas e, uma porcentagem bem acentuada de mulheres que não querem prosseguir com a gravidez, frequentam estas clinicas, e mais de uma vez se necessário. Se for liberado o aborto, estas clinicas clandestinas, só terão o trabalho de divulgarem abertamente, como "particulares".
Na verdade, houve significativa diminuição de filhos por casal, dois (02) é suficiente, já não estamos mais passando por situações de casais com 4, 5 ou mesmo 6 filhos...
O que ocorre também, é que os jovens entre 20 e 28 anos, universitários decidiram não ter filhos até que a violência seja sanada ou diminuída...
Entre 10 universitários no mínimo 4 têm este pensamento.
Outra situação que alegam é que o país, é instável, não lhes garante moradia, alimento, educação e saúde...
O problema maior está entre a moçadinha de 12 a 18 anos de idade, mesmo assim, muitas já se têm endereços das tais clínicas...
Bem, acho que não é preocupante a questão população, mesmo a educação estando muito ruim, as pessoas estão mais conscientes, ou mais decepcionadas...
Quanto a ser contra ou a favor do aborto, sem justificativas ou hipocrisia, sou contra, é sem dúvida nenhuma, romper uma vida que está se formando, agora, isso não me dá o direito de condenar, julgar quem o faz...
Todos temos direitos e o livre arbítrio...
Ser contra, não significa que a pessoa não cometerá o ato, ela, só está assumindo a responsabilidade de fazer algo que não é certo, mas que na situação que se apresenta, se faz necessário...
Na verdade, RARAMENTE se faz deliberadamente um aborto, sem um motivo significante...

Naidaterra
fev/2007
São Paulo-Brasil

Caro Victor: estou mandando uma matéria que não é exatamente um texto sobre a importância de não se fazer aborto, mas uma revelação de Jesus a uma carismática alemã-não sei se você conhece que é super importante, porque é um batismo das crianças abortadas. Lógico que como você vai ver ele é um grito contra o aborto-espero que você possa publicá-lo pq inclusive algumas publicações citadas são portuguesas. Grande abraço e me diz se gostou ....acho que Jesus e Maria ficariam super felizes se isso for publicado.

Ana Lúcia Vasconcelos 

Jornalista, escritora-brasileira

 

***

 

É possível batizar as crianças abortadas você pode fazer isso 

Ana Lúcia Vasconcelos

 

        Deus tem se revelado ao longo de toda a história da cristandade, através de revelações aos chamados confidentes ou videntes, que são nada menos que os modernos profetas já que o Espírito Santo sopra onde quer e ninguém pode deter seu “sopro poderoso”. Isso, apesar da Igreja ainda não aceitar muitas delas oficialmente. Estou escrevendo dois livros sobre esses temas: um sobre Aparições da Virgem Maria que está sendo publicado em capítulos no Portal da Maytê- http://www.comunidademayte.com/Portal/ e podem ser lidos nesses links * e outro - As Últimas Revelações de Jesus e Maria para a Humanidade, ainda inédito e inacabado e que pretendo igualmente publicar na internet.

      Ora, entre as centenas de revelações ocorridas nos últimos séculos e especialmente no tempo presente, quando Deus está abrindo as portas do céu e derramando com abundância a sua misericórdia infinita, para justamente alertar os homens dos perigos que estão correndo por não acreditarem n ‘Ele, Criador de tudo, Deus da Vida e da Morte, e assim estarem transgredindo as Suas Leis das formas mais hediondas. Ele diz justamente que estamos no tempo da Misericórdia e logo mais será o tempo da Justiça cujos sinais, aliás, já podem ser vistos nas inúmeras catástrofes naturais - terremotos, maremotos, tufões, enchentes, acidentes, crimes hediondos. Os apelos de Jesus e Maria são sempre pela oração, jejum e penitencia para que se possa salvar o maior numero de almas que caminham para a perdição eterna. E para isso pedem almas- vitimas, almas –hóstias que se sacrifiquem pela salvação da humanidade.

      Entre, portanto, milhares de aparições, Jesus se revelou a uma mulher, carismática alemã chamada Margarida Maria, conforme se pode ler no seu Diário (Diário de Margarida) no dia 6 de dezembro de 1974. Segundo dizem os estudiosos desta revelação, ela foi distinguida com favores místicos por ser mãe de família, modesta, corajosa e alegre mesmo no sofrimento, e especialmente por sua vida de sacrifício em favor da salvação das almas do purgatório.

      Mas vejamos como ela mesma narra a visão. “Estava sentada no banco de um trem, do lado da janela e rezava o meu terço. De repente vi uma luz muito intensa. Jesus estava ao meu lado e me disse: ‘Olha que grande covil de assassinos! ’Olhei para um e outro lado, e disse: Senhor, aqui só vejo campos. Talvez quereis Vos referir a esse grande edifício com uma cruz luminosa, sobre a qual se lê: Clinica Ginecológica”.Jesus respondeu: ‘Sim, é do que quero falar. Desses médicos, dos quais há muitos mais do mesmo gênero e haverá ainda muitos outros. Reza pelos médicos, por todos quantos os ajudam, sobretudo pelas mães que matam os seus filhos e os mandam matar antes do nascimento. Esta noite irei te falar deste mesmo assunto por mais tempo.”

     Com efeito, continua a vidente, naquela noite Jesus mostrou a ela um quadro verdadeiramente horrível.  “Vi a terra coberta de minúsculos cadáveres de crianças. Era de tal modo horrível que não resisti a anotar no meu Diário: ‘ Vi a matança dos inocentes de Belém, ampliada milhares de vezes. Chorei muito, à vista de tão horroroso espetáculo”.

     O Senhor disse então: “O Espírito impuro bateu a todas as portas. A maior parte delas foi aberta. Ai dos que o ouvem! Nesta mesma noite, irão a pique, sob sua própria casa, no lamaçal dos seus próprios pecados... Junto aos túmulos, choram-se as crianças que Deus chamou para si. E é Ele o Senhor! Mas não se choram as crianças que são cruelmente assassinadas!... Pelo contrário, tempos virão em que se julgará agradar a Deus e aos homens massacrando tais crianças. Abençoada seja toda a casa em que habite uma alma reparadora”.

    E a vidente continua: ‘Vi então no firmamento, inúmeras cabeças de crianças. E disse: Mas Senhor, serão mesmo as cabeças dos Teus anjos?”O Senhor respondeu: ‘Ei-los, esses pequeninos a quem roubaram a vida. Serão eles os acusadores perante o tribunal de Deus. Reza pelos assassinos, para que façam penitência.’ Eu continuei: Senhor, porque me mostrastes tudo isso? Eu sei que esses pequeninos não mais verão a Deus.”

   Jesus então disse à Margarida Maria: “Maria, tens uma grande missão a cumprir. Estes pequeninos poderão ir para o céu e chegar à visão de Deus... Comunica o que eu vou te dizer mesmo aos meus sacerdotes. Encontrarás resistência e sofrerás com as dificuldades, mas com o tempo compreender-se-á tudo o que te digo e por-se-á em prática... para maior felicidade de todas estas criancinhas”.

 

Massacre dos Inocentes

 

      E Jesus continuou: “Neste momento o meu coração está magoado pelo massacre dos inocentes, vítimas de uma sociedade ímpia, cujo único dever é proteger a vida, sagrada desde a sua concepção e que se torna culpada do mais horrível dos crimes, afrontando com aparente imunidade a cólera do seu Deus. Estas almas de crianças sacrificadas clamam vingança ao Céu! A inércia de muitos cristãos perante esses horrores sem nome, é para Mim uma Segunda Agonia. Sob essas fachadas de homens de bem, se oculta a gangrena das almas apodrecidas pela perversão, mas, para além das aparências, o trabalho da graça realiza-se nas almas fiéis e convida-os ao bom combate.”( Diário de Margarida)

    Esta monstruosidade brada aos Céus e ao mesmo tempo em que condena essa matança ignóbil, lança o orvalho da sua Misericórdia sobre o clamor de tantas almas esquecidas, abrindo-lhes as portas do Reino. Como resposta a um tempo de brutalidade estas multidões de crianças condenadas à morte antes de nascer. A chave do Reino é o Batismo e a grande noticia dada à carismática alemã é esta: “VÓS PODEIS BATIZÁ-LOS”.

 

Modo Batizar

 

   E Jesus dita à vidente o modo de se batizar as crianças abortadas.

 

                 Oração Preliminar:

   Os desígnios do Senhor permanecem eternamente

    e os pensamentos de seu  Coração , de geração em geração....

    Para livrar da morte as suas almas

    E alimentá-las no tempo da fome. (Sl 32-11 2 19)

 

                Recita-se o Credo

 

Aspersão de água benta na direção dos quatro pontos cardeais

 

 

           O Sacramento do Batismo

 

  “Vós todos que nascestes ou que nascereis mortos, que fostes ou sereis mortos nos seios maternos (e aqui se diz nomes como Maria, José, João, Margarida, etc. o santo do dia) Deus fará cair a água benta sobre a cabeça das crianças e dará a cada um nome particular).

   Para que por Jesus Cristo possuais a Vida Eterna eu vos batizo em Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

 

      Orações Finais

“Chamei-te pelo nome, és meu. (Is. 43,1)”.

Cantai ao Senhor um cântico novo. “Porque Ele fez maravilhas”. (Sl 97,1).

Cantarei eternamente as graças do Senhor.” (Sl 88, 1).

Aleluia, aleluia, aleluia!

 

   Pai Nosso... Ave Maria... Glória ao Pai...

 

      Jesus pede que se faça outras vezes, muitas vezes: “Repete as Minhas Palavras. Apressa-te a afim de que se leve a estas criancinhas, cujo numero aumenta, o auxilio antes que seja tarde demais para elas e para vós. O tempo urge. Lede os sinais dos tempos”.

 

    Segundo os autores desse relato, esta singular fórmula de batismo é verdadeiramente surpreendente e foi extraída do livro Matança dos Inocentes ou Sangue que Clama aos Céus publicado pela Fraternidade Missionária de Cristo-Jovem-Edições Boa Nova-Sameiro-Braga-Portugal. Para quem quiser o endereço: Rua do Moinho, 44, Algueirão, 2725- Mem Martins-PORTUGAL.

 

 

Em Defesa da Vida

 

         Depois de estar praticando a fórmula deste que ganhei de algumas divulgadoras dos últimos pedidos de Jesus e Maria nas diversas revelações, senhoras que conheci em Joinville, Santa Catarina, quando fui cobrir o Primeiro Encontro Nacional da Verdadeira Vida em Deus (veja o link: http://www.tlig.org/pg/pgJoinv0.html-  as revelações de Jesus a Vassula Ryden, em 2001): Regina Turchenski-Rua Emiliano Perneta, 485- Centro CEP 80420-080- Curitiba PR - Fones (41) 233-3146/233/ 233-6685-cel-(41) 9186-(8899); Iolanda Cobalchini-Rua Anita Garibaldi, 264- apto 502-Centro-Canoas/RS cep-92010-10- fones: (51) 479-6398 e (51) 9983-4818, e Vera Scherer-Rua Teófilo Otone, Rua São Luiz-Canoas/RS cep-92420-130- fone (51) 477-(7174), conheci um jornal editado por um senhor: Sabino Werlich, também de Santa Catarina, que se dedica a divulgar material contra abortos chamado Em Defesa da Vida.

      Todos podem participar desta obra, enviando pequenas ou médias ou grandes colaborações para que ele remeta jornais. Há ainda livros e fitas de vídeos que podem ser adquiridos através de pedidos pelo telefone: (48) 275-0357 ou diretamente pelo endereço do jornal Em Defesa da Vida: Rua Nossa Senhora dos Nascituros, 390 Portão-Centro-88470-000-  Rancho Queimado-SC, que podem ser úteis em palestras,encontros,etc.

    Quem quiser entrar nesta luta terá entre outros materiais, os seguintes livros: Abortar é Matar de Frei Raul Sertã; Gianna Beretta Molla, de Sabino Werlich; Mariettina, de Sabino Werlich; São Miguel Arcanjo - O Vencedor de Lúcifer; Catecismo da Doutrina Cristã. Vídeos: A Dura Realidade-Especial para abrir uma palestra sobre aborto-O Grito Silencioso-literalmente necessário para todas as pessoas que não desejam cruzar os braços diante do crime do aborto. Imagem: Nossa Senhora dos Nascituros.

    É possível ainda entrar em contato com o Jornal da Infinita Misericórdia de Deus (Bittencourt Editora-Rua Anita Garibaldi, 425-Itajaí-SC pelo fone/ fax: (47) 348-3040 ou pelo email: jornallba @ terra com.br.

 

* http://www.comunidademayte.com/Portal/artigos.php?id=1073&idCanal=25

 

http://www.comunidademayte.com/Portal/artigos.php?id=1074&idCanal=25

 

http://www.comunidademayte.com/Portal/artigos.php?id=1092&idCanal=25

http://www.comunidademayte.com/Portal/artigos.php?id=1112&idCanal=25

http://www.comunidademayte.com/Portal/artigos.php?id=1134&idCanal=25

http://www.comunidademayte.com/Portal/artigos.php?id=1153&idCanal=25 

http://www.comunidademayte.com/Portal/artigos.php?id=1169&idCanal=25

http://www.comunidademayte.com/Portal/artigos.php?id=1189&idCanal=25

http://www.comunidademayte.com/Portal/artigos.php?id=1205&idCanal=25

 

     Queria terminar dizendo que participei desta campanha contra a regulamentação do aborto em Portugal ajudando a divulgar via internet este apelo: “Há uma campanha internacional de oração por Portugal, que se baseia na jaculatória ensinada por Nossa Senhora em Fátima, com o acréscimo de "preservai Portugal do aborto":

 

 Ó Meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o céu, principalmente aquelas que mais precisarem.
Nossa Senhora de Fátima, preservai Portugal do aborto.


Reze e faça rezar. Espalhe esta oração pelos seus amigos do mundo inteiro.

 “Coração Imaculado de Maria livrai-nos da maldição do aborto”.

 

      E fiquei muito feliz em saber que o plebiscito foi anulado por uma percentagem mínima de votos, mas conseguimos vencer esta etapa da batalha.

ENTRE A MULHER E A SUA CONSCIÊNCIA (*)

Jose M. Raposo

 

Interrupção voluntária da gravidez foi o assunto que levou os Portugueses a um referendo e, sucessivamente, ao voto para que fosse descriminalizado o aborto em Portugal. Portanto vamos lá a chamar a coisa por um nome que nós possamos todos entender.

 

O aborto

 

Em primeiro peço desculpa às mulheres por ventilar este assunto, pois que na maioria das vezes penso que isto só deveria dizer respeito a elas e às suas consciências. Se bem que a palavra aborto tenha vários significados, estamos todos de acordo que neste caso se refere ao que popularmente é chamado de desmancho, ou seja, a interrupção voluntária da gravidez, com a expulsão do feto.

Eu vi um dos debates na R. T. P. I. e lamento que entre os senhores palestrantes, juristas, advogados, médicos nacionais e os que vieram de outros países, todos eles letrados, que muito eloquentemente falaram e que penso eu devem gozar de uma situação económica muito estável, não estivesse também uma senhora que tenha feito um aborto ou uma que houvesse procurado um médico para o fazer, e que tenha sido aconselhada a fazer ou não, a fim de que pudéssemos escutar as razões que a levaram a optar pela escolha feita.

Quem melhor do que uma mulher, nessas situações, para poder falar sobre o assunto? Nunca um jurista prenhe de ideais e direitos ou um advogado grávido de leis poderá colocar-se no lugar de uma mulher que tenha sido estuprada e que tenha de tomar uma decisão de abortar, por trazer dentro de si um embrião que, ao nascer, venha lhe recordar, a todo momento, o que sofreu.

Nem eu, nem ninguém, a não ser que o filho fosse meu. É aí que a porca torce o rabo, porque se uma mulher estivesse grávida de um filho meu, eu lutaria por todos os meios para que esse feto viesse à vida e assumiria, perante ela e o mundo, a responsabilidade que as normas morais ou de conduta social me impusessem, em consequência dos meus actos, a não ser que estivesse em perigo a vida da mãe ou que fosse provado, sem dúvida alguma, que esse feto não tivesse viabilidade de sobreviver. Então, nesse caso concordaria que ela abortasse. Bem, mas suponhamos que essa mulher é a minha esposa, que o filho ou filha é meu, que o médico aconselhava abortar e ela se recusasse determinantemente, por motivos religiosos ou por instinto maternal ela colocasse em primeiro lugar a vida do filho... Vamos supor, ainda, que o filho não fosse meu...

E agora?

A solução não é fácil, mas também não é difícil.

O que se passava em Portugal é que as senhoras ricas iam a Paris ou Madrid interromper a gravidez e as mulheres pobres faziam os desmanchos com os cabides, sem condições algumas, vindo muitas delas a perecerem devido a hemorragias e infecções.

Se bem que eu discordo completamente que o aborto seja usado como controlo da natalidade, a mulher Portuguesa, seja ela de qualquer condição social, deve ter ao seu dispor, no seu pais, o que as damas ricas iam buscar ao estrangeiro.

E quanto a esses senhores e senhoras que pensam que têm o poder de ditar a uma mulher o que ela deve fazer com o seu corpo, só posso dizer que estão enganados.

A mulher que engravidou, mesmo que em certos casos não tenha o direito absoluto de fazer um aborto, quer queiram, quer não, tem o poder. O corpo é dela. Ela pode nem dar satisfações a ninguém e isso é entre ela e a sua consciência.

 

* Este artigo foi publicado no Jornal Tribuna Portuguesa na Califórnia, USA

CONSIDERAÇÕES SOBRE O ABORTO

Celito Medeiros

 

De início à minha prosa, dizer que sou contra a legalização do Aborto.

 

Com lei ou sem lei o aborto sempre aconteceu e acontecerá, sabemos disto.

Assim outros tipos de crimes.

Nenhum motivo com parecer justo me faria mudar de postura.

 

No passado fomos considerados ANIMAIS racionais e que uma fêmea por ser o estabelecimento do produto à gestação, teria direito pleno de decisão.

 

Não somos animais e uma mulher não é uma fêmea, é feminina.

Também nós homens não somos machos, somos masculinos.

Quem não observar tais diferenças, não terá parâmetros.

 

Somos GENTE e muitos animais possuem razões mais explícitas.

 

Muitos pais ainda perguntam a seus filhos o que eles desejariam 'SER quando crescer'?

Ora, já é tempo de mudar a pergunta para:

O que desejam TER quando crescer?

Afinal, já são homens ou mulheres que ainda não cresceram! JÁ SÃO!

 

O que precisam é saber o que desejam ter?

(Uma casa, um carro, um esposa ou marido... Etc.)

Assim, precisam saber o que FAZER para ter tudo isto.

É uma questão cultural, assim como muitos que pensam serem um corpo, quando de fato, apenas possuem um corpo.

Não são o próprio corpo, são algo mais e habitam um corpo.

 

Pois bem, desde a concepção um corpo já é uma vida.

Ser mãe ou ser pai é muito mais do que a BIOlogia ou a Genética de um corpo.

Assim, uma nova vida que uma mãe abriga em seu corpo, independe de paternidade e, se for detectado que este corpo não é saudável, não se tem o direito de tirar esta vida.

Alguém poderia matar um corpo de um ancião doente e ainda vivo?

Uma criança tem preferência legal à vida, NÃO mudemos isto.

No mínimo seria necessário o consentimento da própria pessoa.

 

Muitos devem ter lido sobre um gênio do passado, cuja mãe tinha todos os motivos para fazer o aborto, mas resistiu. Contrariou a todos e a tudo. Se humanos erram, ciências, filosofias e religiões também. Se todos fossem éticos, não precisaríamos de moral – resultado das leis.

 

"Deficiente"

 É aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive sem ter consciência de que é dono do seu destino.

 

"Louco"

É quem não procura ser feliz com o que possui.

 

"Cego"

É aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria. E só têm olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.

 

"Surdo"

 É aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.

 

"Mudo"

 É aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.

 

"Paralítico"

 É quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.

 

"Diabético" é quem não consegue ser doce.

 

"Anão"

 É quem não sabe deixar o amor crescer.

 

E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois "Miseráveis" são todos que não conseguem repartir.

 

“O homem é o que ele faz, nem sempre o que ele diz ou dizem que ele fez”! 

 

Saudações fraternas,

www.celitomedeiros.com

    ABORTO – CRIME CONTRA A “VIDA”

(“Jornal do Incrível” n.º 372, de 30/12/86)

 

“E a conclusão de TEILHARD que citaremos, é esta: “Nós somos logicamente levados a conjecturar, em todos os corpúsculos de Matéria, a existência rudimentar (num estado infinitamente pequeno, isto é, infinitamente difuso) de alguma “psique”. Portanto, para THEILHARD DE CHARDIN, já existe alguma coisa, como a que chamámos ESPÍRITO, nos elementos mais simples da Matéria, isto é, nos protões, nos neutrões e nos electrões que entram em toda a matéria durável.”

 

               (Jean E. Charon – “O Espírito, Esse Desconhecido…”)

 

 

Das muitas cartas que continuamos a receber para esta Secção, o que demonstra o interesse dos leitores em assuntos do foro místico e espiritualista, seleccionámos hoje a pergunta seguinte:

 

“Se a alma só entra no corpo na altura do nascimento, pode concluir-se que não há crime na prática do aborto, porque é apenas destruído um corpo físico?” – Rosa S. Vaz – Carcavelos.

 

Sua pergunta, aparentemente simples, suscita uma resposta complexa que vamos tentar sintetizar. O aborto, como certamente sabe, tem sido objecto de muita controvérsia, especialmente na última década, preocupando os Governantes de países super populosos, juristas, sociólogos, economistas e movimentos feministas.

 

Há muitos anos atrás, BERTRAND RUSSELL intitulava uma colectânea de ensaios, sob o título “A HUMANIDADE TERÁ FUTURO?” A pergunta estava em paridade também com ecologistas e políticos que se angustiavam com a necessidade de controlo da população no Planeta que, continuando a crescer desenfreadamente, tornaria o próprio sucesso biológico da Humanidade numa assustadora catástrofe: a FOME e a ASFIXIA por falta de espaço.

 

 Alguns países têm tomado medidas para evitar o aumento demográfico, quer através de programas de planeamento familiar, voluntário, quer intervindo no controlo da natalidade, quer ainda, tornando o ABORTO livre, conseguindo-se alguns resultados que, geograficamente, estão muito desnivelados.

 

Enquanto a população do Mundo era de mil milhões em 1850, chegámos a quatro mil milhões em 1980 e prevêem-se cerca de sete mil milhões no fim do século XX. De acordo com estudos feitos, se a população não estabilizar em sete mil milhões e meio, o Planeta caminhará rapidamente para a extinção, que acontecerá pela Fome, ao atingir os nove mil milhões de pessoas.

 

 Antes, certamente, pensamos nós, o Homem descobrirá soluções que passam pelo aumento indispensável da produção de alimentos em maior escala (sem considerar os transgénicos), e com técnicas mais aperfeiçoadas, recorrendo a manipulações de ordem genética que, sem recorrer à coerção da natalidade, limitarão a proliferação demográfica da Humanidade para não chegar a níveis catastróficos.

 

Cara leitora, este prólogo não é para dizer que é necessário ou legítimo o aborto, aliás previsto como crime pelo nosso Código Penal e ainda punido com pena de 2 a 8 anos de prisão. (1) Sabemos que certas feministas defendem o direito da mulher dispor livremente do próprio corpo e de abortar um feto ou embrião em gestação. De resto, em certos países, entre eles Portugal, há permissão legal da prática de aborto para casos de gestação, clinicamente diagnosticados, de fetos que viriam a nascer deficientes, ou quando o parto apresente risco de vida para a mãe.

 

Não cabe aqui discussão sobre as razões éticas, sociológicas, legais, ou mesmo religiosas, sobre o ABORTO. Cabe-nos, todavia, informá-la da nossa opinião particular, sob a nossa óptica místico-espiritualista, à luz do tema anterior que suscitou a sua pergunta: a Reencarnação.

 

Coerentes com o que dissemos anteriormente, lembramos que, efectivamente, a ALMA só entra no Corpo com a primeira inspiração, aquando do “NASCIMENTO” da criança, mas esse facto – segundo as Leis Cósmicas Naturais – não autoriza nem legitima a prática de um aborto, mesmo quando clinicamente se saiba que a criança nascerá deficiente, contrariamente à excepção da Lei.

 

Queremos esclarecê-la que não o afirmamos por motivos morais atentatórios do conhecido “Direito de Nascer”, nem por razões do foro religioso, como são vulgarmente entendidos. Somos pelo “Direito de Nascer”, mas por razões mais profundas. É que em resultado do muito que pesquisámos sobre o assunto – que durante alguns anos desafiou os nossos conhecimentos, sempre insuficientes – fomos levados a concluir, com isenção ética, emocional e psicológica – que o Aborto é, em primeira análise, uma violação à escolha “pré – determinada” que a Alma faz de um determinado Corpo (Alma no sentido, já antes aqui expresso, de segmento da Alma Universal, autoconsciente da sua individuação). Em segunda análise – talvez mais seriamente – o Aborto é um atentado manifesto contra a “Vida” imanente em todas as coisas da Criação, incluindo aquelas que denominamos físicas, materiais, inanimadas.

 

Repare a leitora que usámos o termo “Vida” com aspas, para distingui-lo do termo Vida, habitualmente entendido como designando, quer um princípio VITAL, Consciência Anímica ou Alma, nos Seres Humanos e nos animais, quer no sentido de Existência, acção de existir, de viver neste mundo.

 

Para que essa “Vida”, que enfaticamente preservamos do Aborto, fique claramente entendida pela nossa leitora – e outros leitores – introduzimos-lhe agora, como sinónimo, o vocábulo “Espírito” (sem o confundir com espectro, ou Alma) plenamente usado pelos sábios e místicos antigos e mais actualmente até por físicos ou, como citámos, pelo Padre Jesuíta e antropólogo Teillard de Chardin, cuja sabedoria veneramos.

 

Essa “Vida”, ou “Espírito” na acepção Rosacruz da Amorc, podem ser melhor entendidos como uma energia vibratória que participa na adesão, coesão e atracção das coisas materiais, nos átomos, protões e electrões, e no seu movimento, pois, como é sabido, tudo na natureza é móvel, tudo vibra, nada está realmente inanimado na “matéria” das pedras, das plantas, dos objectos, dos animais e das pessoas.

 

Todavia, esse “Espírito” que instila “Vida” a todas as coisas do Universo, deve ser compreendido como Essência Criativa e Construtiva, como sublinham as religiões orientais, e ainda entendido como dimanado da mesma Fonte Divina de todas as coisas; melhor dizendo, do Inominado Autor Supremo e Grande Arquitecto da Criação.

 

Assim, o Aborto é um flagrante crime contra essa Energia que permeia, sustenta e equilibra o Cosmos Físico, e também contra a própria Alma Universal, que precisa do Homem para suas experiências e sua evolução humanas.    

 

VITOR DE FIGUEIREDO, FRC

 

 

(1)            Adenda de Julho de 2006: Temos sabido de várias aplicações de penas, bem menores, e até penas suspensas, quer a parturientes que se submeteram a abortos ilegais, em clínicas clandestinas, quer a cúmplices e a médicos ou outros indivíduos que praticaram abortos nessas mulheres, levando-nos a crer que a Lei tenha sido alterada entretanto, decorridos quase 20 anos à elaboração da resposta à leitora. A tendência, em face de manifestações de grupos de mulheres nas portas dos Tribunais, desejando impor a despenalização do crime, parece caminhar para irem conseguindo penas leves ou mesmo suspensas, ou, num futuro, sem pena alguma.

 

De resto, o assunto em Portugal tem sido muito debatido e controverso, quer por partidos políticos quer por associações de mulheres que pugnam pela liberdade do Aborto. No passado, um Referendo foi feito no país, com resultado negativo, e discute-se de novo a necessidade de um outro que possa vir a ser positivo, isto é, liberalizando a prática do aborto que, em alternativa, muitas vezes ainda é praticado por mulheres portuguesas em Espanha ou outros países estrangeiros onde é livre.

O QUE O ABORTO MATA É OU NÃO UMA VIDA HUMANA? 

Autora: Zilda Santiago Maciel

E. Schrodinger, foi quem pela primeira vez, anteviu o código genético ligado aos cromossomos: “são esses cromossomos, ou, apenas um filamento esquelético axial daquilo que realmente vemos ao microscópio como um cromossomo, que contêm em algum tipo de código, todo o padrão do desenvolvimento futuro do indivíduo e do seu funcionamento no estado maduro”. (O Que É A Vida Pg 33)

 

Dr.Bernard Nathanson, considerado O Rei do Aborto, diretor então da maior clínica para abortos em NY, conhecida como o Centro de Saúde Sexual, onde foram realizados mais de 60.000, na década de 60, tendo sido 5.000 com as suas próprias mãos. Um dos responsáveis diretos pela legalização nos EUA. Tinha à seu serviço 10 cirurgiões mais 35 médicos. Praticavam mais de 100 abortos por dia, inclusive aos Domingos parando apenas no Natal.

 

O que pode levar, um homem, um cientista cético, um ginecologista que se comprometeu tanto, segundo suas próprias informações, com a ética, a mudar completamente de atitude, a não ser em conjunto com a sua inteligência, fortes argumentos científicos? Em uma conferência proferida no Colégio Médico de Madrid, cujo texto foi publicado na revista “Fuerza Nueva” ele narra sua conturbada trajetória como ABORTISTA, que procuraremos resumir:

– Ele esclarece sobre as técnicas de propaganda usadas para convencer as pessoas que era necessário legalizar o aborto;

– Mentia, falsificava as estatísticas, as pesquisas, alterava os números para ganhar adeptos como nossos políticos em tempo de eleição;

– Fazia da Igreja Católica o bode expiatório para culpar pela não aprovação (assim como as apologistas do aborto acreditam que seja uma questão religiosa);

– Diz então que ao receber o convite para dirigir o Serviço de Obstetrícia do Hospital São Lucas em NY, aceitou, criando, não por acaso, o serviço de fetologia podendo com este estudo comprovar... “Que o feto é um ser humano com todas as suas características e deve outorgar-se-lhe todos os privilégios e direitos de que desfruta qualquer cidadão (...) hoje com as técnicas modernas, se podem até tratar muitas enfermidades, quando a criança ainda está no interior do útero, inclusive fazer cirurgias. São estes argumentos científicos que mudaram meu modo de pensar (...) se o ser concebido é um paciente que pode se tratar, então é uma pessoa, e se é uma pessoa tem direito á vida, e nós devemos conservá-la. Como cientista,  digo que a vida começa no instante da concepção e deve ser inviolável. Ainda que eu não professe nenhuma religião, penso que existe uma Divindade que nos ordena a por fim a este triste, inexplicável e vergonhoso crime contra a humanidade. Se não sairmos vitoriosos e esquecermos nossa completa dedicação a esta causa tão importante a história nunca nos perdoará (...)”

 

Hoje o Dr.Nathanson é um dos maiores defensores da vida, e, juntamente com sua equipe realiza mais de 50 tipos de cirurgias no interior do útero para salvar e favorecer a vida do feto e acrescenta: “Penso que quando se permite o aborto, permite-se um ato de violência mortal, um ato deliberado de destruição e, portanto um crime”. Sim, amigos, o que o aborto mata é um ser humano e não é uma questão religiosa, mas uma questão de vida ou morte.

 

As apologistas do aborto, em total ignorância científica, costumam dizer que o que o aborto mata é apenas um amontoado de células, ou como disse Molly Yard, uma das maiores defensoras Americanas do aborto, “pode-se comparar a uma extração de dente”. Esquecem ou não querem saber, que quando se dá o encontro gamético, produz-se ali, e sem a ajuda da mulher, a primeira unidade da vida, a célula ovo, contendo então toda herança genética do pai e da mãe... a primeira unidade da vida humana... “Com todos os requisitos científicos necessários para a caracterização da vida como: alto grau de organização, poder de transformação da matéria em energia e auto-reprodução (...) Esta é a história de cada um de nós: Todos Um Dia Fomos Uma Célula-Ovo”.

Ainda como comprovação da realidade médico-biológica da vida intra-uterina, podemos citar o fato do bebê, Samuel Armas, que com apenas 21 semanas de gestação, após o diagnóstico com 14 semanas de que o feto era portador de Spina Bífida, foi submetido a uma cirurgia na Universidade de Vanderbilt-Tennessee pelo Dr.Joseph Bruner e sua equipe que realizaram em caráter experimental. Aos pais, Julie e Alex, foi colocada duas opções: Abortar ou Operar (o primeiro filho), e eles optaram pela ética moral e pela valorização da vida. A cirurgia foi bem sucedida; corrigida a deformação da coluna, o feto deu seu grito de vida segurando o dedo do cirurgião, fato fotografado por Paul Harris. Um fato realmente inusitado. Samuel nasceu em 02/12/1999 e hoje corre na Internet foto da cirurgia e do garoto já com oito meses de nascido.

Outros fatos comprobatórios, do óbvio, poderíamos citar, mas, já nos alongamos por demais. Gostaria de lembrar que não devemos nos impressionar com a linguagem fictícia e camuflada dos abortistas que tratam tema de Morte sob a capa de “Interrupção da Gravidez”, Caso de Saúde Pública, Proteção ás Mulheres Pobres, Direito de fazer o que quiser com o próprio corpo...etc. Tudo mentira e conversa sem fundamentos para enganar os incautos. Decidir se quer parir ou não? Negativo; deve decidir se quer engravidar ou não, para mais tarde não ter que Assassinar. Quanto a usar o corpo como queira, também concordo desde que o façam com dignidade, com ética respeitando-se, e, quanto ao outro corpo está claro: É Outro, não é dela, interage com a mãe para proteger-se como está demonstrado em estudo publicado pela revista Nature (27/08/98)... “Está demonstrado a existência de um mecanismo bioquímico de defesa do feto. ele produziria uma enzima -IDO-, capaz de eliminar triptofano, um aminoácido que ativa a produção de células de defesa tipo T da mãe”. A pesquisa foi realizada por sete autores, liderados por Andrew L. Mello do Medical College, Geórgia, EUA, e coloca em xeque o argumento de que a mulher tem o direito de decidir se o embrião vai viver ou morrer, ele produz substâncias apropriadas para manter-se vivo, e não ser eliminado como um corpo estranho, pelo sistema imunológico da mãe.

 

É aterrador, que a ignorância, que a bestialidade reinante nos obrigue a estarmos defendendo o que é óbvio: O DIREITO Á VIDA.

 

Um outro grande engano que cometem os apologistas do abortamento é divulgar que legalizado o aborto é seguro... Não é seguro e mesmo legal jamais será moral... Diz a investigadora Ann Saltemberger: “O que é que eu aprendi em três anos de estudo dos efeitos do aborto legal? -Que existem inúmeras complicações e que não existem garantias de uma passagem segura. Nenhum médico, nenhum hospital, nenhuma clínica pode garantir a uma mulher que ela vai sobreviver a um aborto legal”.

 

Para finalizar lembro o fato mais recente de Amillia Taylor, que nasceu com menos de 22 semanas de gestação, pesando 280 gramas e considerado pelos médicos como um milagre (palavra usada quando não se consegue explicar algo). Do tamanho de uma caneta desafiou a ciência... nasceu, e já está com quase dois quilos (notícia de 20/02/2007 – http://g1.globo.com/noticias/)

 

A luta prosseguirá, e o bem haverá de sobrepujar o mal.

 

“Ah! Vida, que esquecemos de agradecer, mas lembramos de macular. Perdoa-nos. Vida Minha! Vida Nossa! Fossem HOJE as nossas mães Abortistas e não seríamos co-partícipes da criação, progredindo e colaborando para o progresso geral”.

  Por compreender que a vida está presente na mínima partícula existente no Universo, esteja ela ao alcance das nossas percepções, ou imperceptível às nossas limitações, é que faço a defesa do direito à vida condenando um ato tão covarde quanto o aborto! Sei que o direito a vida é um dos mais sagrados, implícito e explícito nos primeiros códigos de leis morais do mundo.

Ao  falarmos em mundo, infelizmente acode-nos à mente uma imagem simbólica: a gota abrindo um círculo no espelho das águas, e o mundo interior dos seres em suas diferenças infinitas de etapas evolutivas. Estamos em franco progresso intelectual e dando mostras de terrivel estagnação moral, diante do caos em que o mundo se transformou a partir do nosso próprio, íntimo! É a hora e o momento de agirmos mais conscienciosamente, defendendo a vida, não só de animais (ditos irracionais) em extinção, mas a própria espécie, que parece querer sucumbir além da moral, fisicamente!  Raciocinemos: se sentimentos e sensibilidade são proporcionais ao progresso evolutivo de cada ser, é muito sintomático o primitivismo de que tem dúvida sobre se defende ou não a própria espécie, seja em que circunstância for. Há, hoje em dia, inumeráveis meios contraceptivos para se evitar uma gravidez indesejada.

       Não há dúvida: não ao aborto! Não à morte de um ser indefeso, que em seus primeiros sinais de existência na organização das células físicas já conta com "mãos divinas" a orientar-lhes o processo. Respeite-se a entidade espiritual que habita cada criatura de Deus, e que já está ligada à célula no momento da concepção. Se vem a gosto ou contragosto dos genitores, tem o direito de viver! Se é fruto de estupro ou qualquer outro tipo de violência, (bem característicos em nossos tempos) que se trabalhe um pouco a humildade em nome da Vida na geração de um novo ser: quem sabe este contribua para um mundo menos violento!

Senão entregue aos cuidados de quem tanto sonha com a alegria da maternidade/paternidade independente de ser o filho(a) do próprio sangue. Se tem alguma anomalia, trabalhe-se a dignidade e resignação ajudando aquele ser até que, compraza ao Criador da Vida, retirá-lo do palco da existência onde às vezes  veio, para enriquecer o pequeno círculo (família) devedor de tal oportunidade. No caso de, comprovadamente colocar a vida da mãe em risco, aí sim... é um caso a ser estudado criteriosamente e num consenso optar ou não pela interrupção da gravidez. Com o avanço da medicina e inimagináveis recursos existentes para a defesa e manutenção da vida, supõe-se cada vez mais rara tal possibilidade, comparada ao passado. Super população? Ora, o infatigável Trabalhador encarrega-se desse detalhe. Olhemos à nossa volta, observemos...

       Só quem tem o direito de tirar a vida é quem a dá! Este não nos tira nada, doa-nos tudo, incansavelmente! Até mesmo a liberdade de errar (por ignorância), para aprender. Fez-nos assim à sua imagem: imortais! Somos credores da herança que habita latente em cada um: O AMOR! Quem ama não mata, vive e dá oportunidades infinitas para o outro viver e  amar também. Como aprendizes de amor devemos saber que todo crime é antítese de virtude. Complementando: não, nem do nosso corpo somos donos, até o corpo que usamos é um empréstimo temporário para usufruto enquanto estamos em aquisição das virtudes que enriquecem o Ser Essencial, imortal, alma ou espírito, como quer que o definamos! Saibamos trabalhar melhor o nosso discernimento moral. Sei que tudo o que aqui está dito, está também gravado na consciência de cada um como valor ético e moral. Que ELE cresça em nós e nós NELE!

 

Marilú Santana - Recife, 23/02/2007

O DIREITO DE NASCER

Victor Jerónimo

 

Não vou escrever sobre religião ou direitos humanos.

Vou escrever apenas sobre A VIDA.

Vida que existe desde um átomo até uma supernova e onde nós estamos incluídos como seres pensantes e com alma para tentarmos decifrar a criação da vida e o futuro da humanidade.

A vida começa quando duas células ou seres unicelulares se reproduzem e isto está provado pelos cientistas.

Aquele pequeno momento da união cria uma vida que ficará em gestação até ao desenlace final que é o nascimento.

Comentar que um pequeno ser humano ainda não tem forma até às 10 semanas, não quer dizer que essa vida não exista.

Nenhuma causa social é razão para se tirar a vida a um pequeno ser em gestação.

Por falsos comodismos o homem e a mulher na relação sexual não usam tudo o que a ciência, pos à sua disposição inclusive a pílula do dia seguinte.

Mesmo na violação não existe razão para o aborto, antes o Estado deveria apoiar a gestante grávida, assim como a sua família e dar-lhe desde o apoio psicológico até à criação e educação da criança.

O homem torna-se deus e criador, assim como decide sobre a vida e a morte, entrando nos caminhos obscuros e ainda não compreendidos da Criação.

E não está em causa os direitos da mulher e sua liberdade, mas sim o direito de um pequeno ser a que lhe é negado o direito mais elementar da vida, O DIREITO DE NASCER.

 

Recife, 23.Fev.2007

 

 

 

SOM:  La cathédrale engloutie - Prélude nº 10 - Claude Debussy (trecho)

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