A já desaparecida
fortaleza medieval
conhecida por
Castelo de Faria,
nos arredores de
Barcelos, foi palco
de uma história
desencadeada pelo
amor entre o rei D.
Fernando e a bela
Leonor Teles. Na
verdade, estava D.
Fernando para
desposar a filha do
rei de Castela
quando se apaixonou
por Leonor Teles,
quebrando o
compromisso que
tinha assumido.
Despeitado, o rei
castelhano
desencadeou uma
guerra contra
Portugal, cercando
Lisboa e muitas
outras terras. O
Minho foi invadido
pelo adiantado da
Galiza, D. Pedro
Rodriguez Sarmento,
que se bateu com D.
Henrique Manuel, tio
do rei português,
nos arredores de
Barcelos. Os
portugueses foram
derrotados e entre
os reféns ficou D.
Nuno Gonçalves,
alcaide-mor do
Castelo de Faria. No
seu cativeiro,
receava D. Nuno que
o seu filho
entregasse o Castelo
de Faria logo que
visse o pai refém
dos castelhanos e,
por esse motivo,
urdiu um estratagema
que o evitasse.
Pediu então ao
galego D. Pedro que
o levasse até aos
muros do castelo
para convencer o
filho a entregar a
fortaleza sem
resistência.
Chegados ao castelo,
D. Nuno pediu para
falar com o seu
filho, D. Gonçalo, e
exortou-o a
defender-se a custo
da própria vida,
amaldiçoando-o se
não cumprisse as
suas ordens. Os
castelhanos,
vendo-se traídos,
mataram logo ali o
velho alcaide e
atacaram o castelo.
A luta foi renhida e
dolorosa para os
portugueses que
perderam muitos dos
seus homens, mas D.
Gonçalo,
lembrando-se da
maldição do pai,
resistiu orgulhoso,
levando os inimigos
a desistir. D.
Gonçalo, apesar de
premiado pela sua
coragem, pediu ao
rei D. Fernando
autorização para
abandonar o cargo de
alcaide e tornou-se
sacerdote.