RIO TEJO (Portugal)

Victor Jerónimo

 

Ah belo Tejo!... Rio das lindas caravelas

dos golfinhos bordejando os seus barcos

dos pescadores ufanando as lindas velas

dos amores embalando com água os regaços.

 

Poetas exultaram as tuas lindas e belas águas

trovadores cantaram os teus grandes desafios,

Foste amado por lindas e formosas donzelas,

navegadores de ti partiram buscando outros destinos.

 

Nascido lá longe nos reinos das Espanhas,

corres ora bravo, ora manso buscando a capital

de um povo intrépido, bravio e com ganas

 

de ser maior. No espírito e na alma ter a esperança

de banhares as belas e lindas terras de Portugal,

Que no tempo se tornou herói com perseverança.

 

***

 

RIO ZÊZERE

Victor Jerónimo

 

Rio Zêzere bravo e manso

Que nasces em tão bela serra

Tens contigo o encanto

De uma bela donzela.

 

No verão quase secas,

No inverno és turbilhão.

És beleza quando cansas

És terror feito zangão.

 

No verão todos te buscam

Em tuas águas se refrigeram,

No inverno admiram

Tua força destruidora.

 

Corres entre salgueirais

Saltas por cima de fragas,

Regas belos milheirais,

Dás comer às tuas damas.

 

Minério lavam em teu leito,

Barragens te sugam o mel,

Alimentas a capital do reino

Geras força para o bem e para o mal.

 

Por fim exausto e cansado

Terminas no grande rio

Que passa na capital.

 

***

 

SERRA DA ESTRELA (Portugal)

Victor Jerónimo

 

Há uma linda serra altaneira

que é a mais alta de Portugal,

Chamam-lhe a Serra da Estrela

e não há em beleza outra igual.

 

É um serra que tem belos covões,

O Poço do Inferno tem lá guarida.

Em tempos escondia os ladrões

que fugiam das suas desditas.

 

Tem as mais lindas Penhas Douradas

e dá Saúde noutras belas Penhas.

No inverno cobre-se com véus de noivas,

no verão nasce o rosmaninho nas fragas.

 

Esta serra tem mananciais de puras águas

e em fiordes milenares nascem belos rios

Que matam a sede na longe capital do reino

ou inspiram em belos choupais os namorados.

 

Nesta serra no terciário jorrou a lava

que a tornou em formoso Santuário.

Nela resistem espécies quase extintas

como urze, tojais e rosmaninho.

 

Já foi chamada de Montes Hermínios

e escondeu nela valorosos homens.

Hoje resistem os pastores, herdeiros

desta beleza granítica e altaneira.

 

O homem na sua grandeza maléfica

todos os anos a destrói mais um pouco.

São os turistas que ali deixam o lixo

ou as queimas dos loucos incendiários.

 

E esta serra bela e altaneira
que a tudo  tudo tem resistido

vai sucumbido na barbárie

do homem maldoso e

                      ...enlouquecido.

 

 

 

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