PORTUGAL

Armando A. C. Garcia

 

Portugal, pátria querida

Berço de conquistadores

Donde Cabral deu a partida

E, Camões cantou louvores

 

Onde Inês depois de morta

Foi rainha. Vejam só

Quando o amor bate à porta

De palácio ou bangalô

 

Se a ti o céu destinou

Grandezas, feitos sem par

Teu povo predestinou

Para o mundo navegar

 

Foste tu, que o novo mundo

Ao velho mundo mostrou

Rasgando o oceano profundo

Com caravelas singrou

 

Portugal de lés a lés

És um encanto sem par

Orgulho do português

Um jardim à beira mar !

 

Teu povo heróico e valente

Não se deixa derrotar

Tua luta foi permanente

No continente e além mar

 

Sem fraquezas descendentes

De fortes pais e avós

Os temores são confitentes*

De quem tem medo a sós

 

* quem confessa

 

São Paulo, 18/07/2008
Armando A. C. Garcia


***

 

Ode a MIRANDA DO DOURO - Portugal
Armando A. C. Garcia


Tens encantos de princesa
No passado grandiosa
Um canteiro de beleza
És cidade majestosa

Tens céu de puro azul
Luar de prata e fulgor
Esplendor de norte a sul
Na neve, frio ou calor

Amada terra retratas
Como tela de um pintor,
Verde rama das batatas
E amendoeiras em flor

Nos vinhedos penduradas
Uvas de todo o sabor
Que depois de fermentadas
Dão um vinho do melhor

O sol dourando os trigais
Simbolizam o celeiro
Junto aos pomares frugais
Fazem de ti um canteiro

Por sinal representado
Na grandeza nacional
Por teus foros no reinado
Homenagem radical

Tuas glórias ó Miranda
Em versos quero cantar
E no coreto tua banda
Ao povo irá brindar

Límpido céu estrelado
Refletindo toda beleza
Brasão de ouro cravado
Dos tempos da realeza

Salve ! cidade querida
És pérola no planalto
A todos dando acolhida
Num privilégio mui alto

Na riqueza da cultura
O rio, leva teu nome
Nem a neve branda e pura
Tua beleza consome

No esplendor da natureza
Teu nome traduz glória
E encerra toda grandeza
Dum povo e sua história

Recebe o afeto que encerra
O meu elogio final
Só quem parte vê que erra
Quando sai de Portugal !

São Paulo, 15/04/2008
Armando A. C. Garcia

 

***

 

HINO A MIRANDA DO DOURO

Armando A. C. Garcia


Cidade histórica, heróica e varonil

Defendeste sempre o torrão lusitano

Tuas ruínas bem demonstram tua força

Que houve explosão de pólvora no barril

Frente ao poderoso reino castelhano

A história não deixa dúvidas e reforça

 

Miranda, sempre aguerrida e audaz

À margem direita do sinuoso Douro

Por dois séculos Capital de Trás os Montes

Tal era tua importância cívica e tenaz

Foste traída pelo vil metal de ouro

Quando forte explosão, tremeu rios e fontes

 

Num heróico esforço, teu povo aguerrido

Sempre defendeu o torrão lusitano

A história não deixa dúvidas de tua luta

Nas lutas que travaste, sempre destemido

O povo enfrentou o reino castelhano

Dando prova de coragem absoluta

 

Miranda, cidade histórica e varonil

Tens um povo cordial e hospitaleiro

Altiva, não por estares num altiplano

Mas por seres cativa, sedutora e gentil

Primor de beleza sem fim, és um canteiro

Teus encantos, são orgulho lusitano

 

Foste rainha e não perdes a majestade

Nas arribas tens escarpas rendilhadas

Onde crescem o alecrim e a margarida

És um encanto de beleza e de cidade

Teu escudo não tem armas ensarilhadas

Mas um castelo que é o símbolo da vida

 

O ouro que simboliza fidelidade, poder

Sobre ele um castelo iluminado de prata

E em cima a lua em quarto crescente empinada

E uma coroa com cinco torres a ascender.

Dão a compreensibilidade exata

Da grandeza que nele foi inserida.

 

Ser Mirandês é um honra com certeza

Porque ali nasce o mais puro Português

Onde o vinho e o pão não falta à mesa

Nem mesmo o bom bacalhau norueguês

Sem falar na posta, que é outra riqueza

Da culinária, com bom vinho Mirandês.

 

São Paulo, 14/04/2008

Armando A. C. Garcia

 

***

 

MIRANDA DO DOURO
Armando A. C. Garcia


Miranda, sempre aguerrida e audaz
À margem direita do sinuoso Douro
Por dois séculos Capital de Trás os Montes
Tal era sua pujança cívica e tenaz.
Foste traída pelo vil metal de ouro
Quando forte explosão, tremeu rios e fontes

Num heróico esforço, teu povo aguerrido
Sempre defendeu o torrão lusitano.
A história não deixa dúvidas de tua luta
Nas lutas que travaste, sempre destemido
o povo enfrentou o reino castelhano
Dando prova de coragem absoluta

Miranda, cidade histórica e varonil
Tens um povo cordial e hospitaleiro
Altiva, não por estares num altiplano
Mas por seres cativa, sedutora e gentil
Primor de beleza sem fim, és um canteiro
Teus encantos, são orgulho lusitano

Foste rainha e não perdes a majestade
Nas arribas tens escarpas rendilhadas
Onde crescem o alecrim e a margarida
És um encanto de beleza e de cidade.
Teu escudo, não tem armas ensarilhadas
Mas um castelo que é o símbolo da vida

Nele o ouro simboliza fidelidade, poder
Sobre ele um castelo iluminado de prata
E em cima a lua em quarto crescente empinada
E uma coroa com cinco torres a ascender.
Dão a compreensibilidade exata
Da grandeza que nele foi inserida.

Ser Mirandês é um honra com certeza
Porque ali nasce o mais puro Português
Onde o vinho e o pão não falta à mesa
Nem mesmo o bom bacalhau norueguês
Sem falar na posta, que é outra riqueza
Da culinária, com bom vinho Mirandês

São Paulo, 14/04/2008
Armando A. C. Garcia

 

***

A Minha Terra
Armando A. C. Garcia

Minha terra tem giestas floridas.
Rudes pinhais e frondosos castanheiros,
Onde vegetam trigais, À sombra dos sobreiros
E, crescem o alecrim, e as margaridas.

Tem searas, que parecem espigas de ouro,
Serpenteadas como as ondas do mar.
Quando o vento sopra, então faz lembrar
Suas estradas, e o leito do rio Douro.

Tem o folclore em trajes de cores garridas.
Tem os cantares e a alegria das vindimas.
Os dialetos e as desgarradas em rimas
E, o rubor das moçoilas atrevidas!

Minha terra, tem os fadista de raça.
Amendoeiras floridas, oh! que beleza!
Como se por capricho a natureza
Quisesse, dar a Portugal tanta graça.

Tem zimbros, tem carrascos e fragas nuas.
Neve nas serras, no azul, a imensidade,
Na minha terra, mora minha saudade
Que, à noite em sonho perambula pelas ruas.

Na minha terra o branco do luar é mais branco.
As gotas do orvalho são frias geladas...
As terras ficam secas, e empedradas
Quando, as geadas brancas, cobrem o campo.

Minha terra, tem outeiros e castelos,
Tem penedos rendilhados e arribas,
Tem poetas, toureiros e escribas,
Tem heróis, tem santos e tem os vitelos...

Armando A. C. Garcia
17/05/64

***

A Minha Terra no Inverno
Armando A. C. Garcia

Caíam bolotas e folhas dos carvalhos
Dos carrascos e, também, das azinheiras.
As rubras azeitonas das oliveiras,
Batidas pelo vento, secas dos orvalhos.

Despencavam dos ouriços as castanhas.
Gemiam os zimbros, bramiam os lobos
Que, em dias de neve, desciam aos povos
Famintos. Abandonavam as montanhas.

A noite, numa escuridão sepulcral,
Entrecortada, pelos raios dos trovões.
Mostrava as copas das árvores, nos clarões,
E, os penedos recortados vertical.

O musgo e a hera, trepando em rochas quedas
E, os galhos secos das figueiras nuas,
Homens andando por veredas e ruas
De velhos muros, repletos de azedas.

Os campos desertos, arroteados
Onde, crescem os carvalhos e sobreiros,
As montanhas, as colinas e outeiros
Têm no sulco a rabiça dos arados.

Armando A. C. Garcia
18/05/64

***

TERTÚLIA DO FADO
Armando A. C. Garcia

Numa tertúlia de amigos
Onde Baco falou mais
Das desditas do destino,
O poeta abriu no canto
O murmúrio de seus ais !...

Mediante a melancolia
Que invadiu sua razão
O poeta naquele dia...
Cantou com inspiração
A dor da triste paixão !

Era tanto o que sofria
Que sua alma vagia !
Nos acordes da canção.
O fado nasceu nesse dia
No bairro da mouraria,

Logo o fado criou fama
Da mouraria à alfama...
Do bairro alto à madragôa !
Correu as sete colinas
Fez fama em toda Lisboa !...

Criou fadistas de raça
Criou raça de fadistas
Cantores que cantam na praça
Como Amálias e Severas
Também criou guitarristas

Com a sua criação
Hoje o fado é com certeza
Um murmúrio da saudade
Onde a raça portuguesa
Canta sua felicidade

SP 23/10/2004
Armando A. C. Garcia

 

Powered by CódigoFonte.net

 

contador, formmail cgi, recursos de e-mail gratis para web site