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Camões e Portugal
Cecília Rodrigues
Do berço que o viu nascer
Conta a História lugar incerto
Em Coimbra , nas letras enriquecer
Em Lisboa se torna intelecto
Na poesia lírica de Camões
Emergem ondas de vaga espuma
Elegias com fidalguia e ilusões
Navegam sonetos entre brumas
Na caravela dos seus sonhos
Navegam desterros e amores
Em Ceuta horrores medonhos
Em pautas , partituras de flores
De nobre a soldado em combate
Foi em Ceuta seu destino assinado
Na "Canção Lembrança da Longa saudade"(*)
Descreve a perda de visão , aniquilado!
P'lo Oriente, memórias comovidas
Na travessia do "Cabo" "Os Lusíadas"(*)
O naufrágio, a perda d'alma querida
(*)"Alma Minha Gentil, Que Partiste"Iresías !( Do destino )
Do naufrágio só restou a alma
Tesouros no mar escondidos
Do amor que partiu... a calma
Dos Poemas salvos; Rendidos ( O Mundo )
Um dia especial então nasceu
Dia de Camões não há igual
Tesouro náufrago que á costa deu
Um nome de Glória Imortal
Camões, Lusíadas, Portugal!
Gritos de Honra e de Glória
Prêmio Honoris Mundial
A estender, pela nossa memória
Cecília Rodrigues
Abril -2005
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Dia da Liberdade
Cecília Rodrigues
Foi assim num lindo dia de Primavera
Quando a nossa História ali se fez
Das armas saíram cravos de quimeras
Foi tudo um começo :E "Era uma vez"
O fim da opressão mesmo que tardia
E que alguma vez, sempre tão desejada
Estampada nos rostos, que então se lia
A Liberdade se fazia em cravos enfeitada
Mesmo á distância ainda que desarmado
O Imigrante a tudo atento acompanhava
Um corpo distante e de alma postado
Na Pátria-Mãe,que em pequeno sonhava
Passaram os anos conquistaram futuros
Furtivos, passaram os dias daquela vida
Atravessou mares dissipou dias escuros
Conquistou sua Liberdade pretendida
E naquele dia de Abril na Primavera
Suspirou rendido á sua fé cumprida
A notícia correu o Mundo e então era
Uma nação, eternamente agradecida
Canto de "Grândola" e perfume de cravos
A Liberdade, num galope então se fez
Já não havia senhores e nem escravos
Foi tudo um começo: E "Era uma vez "
Cecília Rodrigues
Abril/2005
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Viseu terra de encanto
Cecília Rodrigues
Viseu…Terra de encanto…
Jardins , matas e História
Estrela com seu manto
Branco de neve e de glória…
Já o poeta cantava…
Um grande pintor nato…
Que esta terra pintava…
"Grão vasco"
Em terras de "Viriato"
Aqui, a História se fez…
Onde alguém certa vez…
Num monte aguardava
O inimigo que não tardava
Esta é a terra de Viriato
Que o poeta com muito tacto
Descreveu e encantou…
Assim…
”Terras do Demo”batizou
Seus encantos tem magia
De inigualável beleza…
Quem te visita um dia
Fica com a certeza
Voltar a ver-te... uma vez
Levar-te na alma e talvez..
Dizer num dia a sorrir…
Daqui…
Não vou mais sair
Cecília Rodrigues
26/01/04 |
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