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Varinas de Portugal
Manuela Baptista
Varina de Peniche
De Ovar ou Nazaré
A ti não há quem lixe
Tens a língua afiada
Ligeireza no pé
Varina de Lisboa
Pregão tradicional
Pelos ares ecoa
Tens olhar de gazela
Tu és de Portugal
Varina da Figueira
Tua vida é palmilhar
Canastra à cabeça
Rapariga faceira
Tens magia no olhar
Linda varina
Moçoila bela
Tu és só nossa
Não há outra
Igual a ela
Trabalhadeira
Endiabrada
Namoradeira
Sua pele é
Perfumada
O pregão enchia os ares
Por esse país além
Hoje recordo os cantares
Do tempo que já não vem
REFRÃO
Ó peixe fresco
Ó sardinha linda
Venha cá freguesa
Há boa petinga
Manuela Baptista
***
MEDO NO PENEDO
Manuela Baptista
Fui a Coimbra e subi
Ao Penedo da Saudade
Olhando ao redor senti
Do céu a imensidade
Até as pedras choraram
Ao sentar-me no Penedo
De saudades como eu
De angústia e de medo
Saudades do amor perdido
Angústia de te não ver
E o medo sempre sentido
De nunca mais te esquecer
No Penedo da Saudade
Uma verdade aprendi
Que o amor resiste á idade
E eu não te resisto a ti
Amor é fogo que arde
Tudo queima em seu redor
Nunca é cerdo nem tarde
Para alguem sentir amor
Fui a Coimbra e desci
Cada vez com mais saudade
A que já levei de ti
E a que trouxe da cidade
Manuela Baptista
1993
(musicado e cantado com música de Fado de Coimbra )
***
PARQUE DO POETAS
Manuela Baptista
Fui ao Parque dos poetas
Saí de lá fascinada
Anda poesia pelo ar
E no chão está gravada
Lá encontrei a Natália
O Pessoa eo Vitorino
Na verdade ,aos poetas
Esse parque ergueu um hino
Do coração felicito
De Oeiras ,a edilidade
Porque parque tão bonito
Dos poetas é felicidade
Manuela Baptista
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